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Como o uso de stablecoins na Argentina sinaliza um avanço na adoção de criptomoedas no cotidiano da América Latina

Segundo estudo da Chainalysis, o uso de criptomoedas na América Latina deve crescer 47% anualmente, impulsionado pela crescente adoção em países como Brasil, Argentina e México. Já nos primeiros meses do ano, observou-se um aumento nas transações com ativos digitais na região: de acordo com dados da Statista, na Argentina, 23% da população possui ou utiliza criptomoedas.

Diante do contexto do fim do controle cambial na Argentina, o uso de criptoativos — especialmente stablecoins — voltou ao centro do debate. Se antes eram vistas principalmente como instrumentos de proteção contra a inflação e a desvalorização monetária, hoje essas moedas digitais estão cada vez mais presentes em operações do dia a dia, como pagamentos, transferências, cobranças internacionais e baixos investimentos.

Para a exchange global MEXC, essa evolução vai além da realidade argentina. Em mercados como o México e o Brasil, onde milhões de pessoas ainda enfrentam barreiras estruturais de acesso financeiro e lidam com economias instáveis, cresce a adoção de stablecoins como USDT e USDC — tanto para preservação de valor quanto para impulsionar uma economia digital mais inclusiva.

“A Argentina não é um caso isolado, mas um reflexo de como os latino-americanos estão reconfigurando ativamente sua vida financeira”, afirma Tracy Jin, Chief Operating Officer (COO) da MEXC. “As stablecoins deixaram de ser apenas um recurso em tempos de crise e se tornaram ferramentas para decisões do dia a dia: ganhar, gastar e economizar sob seus próprios termos. Esse movimento é impulsionado pelos usuários — e estamos aqui para apoiar essa transformação.”

Esse novo cenário também impulsiona a estratégia de stablecoins da MEXC na região. A plataforma investiu recentemente US$ 36 milhões na Ethena (ENA e USDe), expandiu os pares de negociação do USDe e, a partir de 19 de março, passou a deter US$ 50 milhões em USDe — ocupando o segundo lugar entre as exchanges centralizadas que mais possuem o ativo. O objetivo é ampliar a liquidez e tornar as stablecoins ainda mais acessíveis em mercados emergentes.

Essa dinâmica abre caminho para uma nova narrativa na América Latina: a construção de uma criptoeconomia cotidiana, interoperável e sem fronteiras — uma transformação que vai além da forma de poupar, impactando também o modo de viver.

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