Com a aviação executiva crescendo 33% em 2026, a demanda por infraestrutura aeronáutica privada no Sul do Brasil nunca foi tão alta.
A aviação de negócios brasileira vive seu momento de maior expansão desde a pandemia. No primeiro semestre de 2026, a movimentação de aeronaves cresceu 33%: o maior avanço dos últimos anos. O Brasil já incorpora em média 650 novas aeronaves por ano à sua frota de negócios, que chegou a 11.362 aeronaves operacionais. E o crescimento vai além dos jatos: toda a cadeia cresce junto: manutenção, treinamento, hangares, aeroportos privados e condomínios aeronáuticos.
Não por acaso, os condomínios aeronáuticos estão em ascensão em todo o país. Já existem ao menos cinco empreendimentos desse tipo em São Paulo, e novos projetos avançam em Minas Gerais e Santa Catarina. O modelo, inspirado nos fly-ins americanos, reúne infraestrutura aeronáutica completa com áreas para hangares corporativos em um único complexo planejado.
O que é um condomínio aeronáutico corporativo
Diferente dos modelos residenciais, onde o proprietário guarda sua aeronave próximo à casa, o condomínio aeronáutico corporativo é voltado para operações de negócios. Hangares para empresas do setor aeronáutico, oficinas especializadas, áreas de serviços e suporte técnico compõem um ecossistema pensado para quem usa a aviação como ferramenta de trabalho, e não apenas como meio de transporte.
É exatamente esse modelo que o AeroPark Camboriú está desenvolvendo no litoral norte catarinense. “O AeroPark não só lê esse movimento como vem ser a solução para um hub logístico e de negócios regional”, afirma Everton Tomasi, diretor comercial do empreendimento. “Viemos atender uma demanda que hoje ainda está muito aquém.”
O projeto
Com área de 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark Camboriú prevê aproximadamente 250 lotes para hangares corporativos – de 640m² a 2.880m² – distribuídos em três condomínios conectados à mesma pista de 1.400 metros, expansível até 1.600 metros. Operação 24 horas, balizamento noturno e abordagem por instrumento garantem versatilidade para receber aeronaves dos mais diversos perfis.
“Foi feito um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais – a ideia é corporativa”, reforça Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.
O complexo vai além do aeroporto. “Vamos ter novos bairros no entorno, novos espaços para galpões logísticos; preciso criar um ecossistema para atender tudo que iremos transformar no local”, destaca Tomasi. Setor comercial e empresarial, parque tecnológico, rede hoteleira e condomínios residenciais de alto padrão completam a proposta.
Uma avaliação técnica aérea conduzida pelo comandante Gabriel Latreille confirmou as condições excepcionais de aproximação – um vale de dez quilômetros de base sem obstáculos e homologação para pouso por instrumento – que colocam o projeto entre os mais bem localizados do Sul do Brasil.
Por que o Sul e por que agora
O litoral norte catarinense concentra um dos mercados mais dinâmicos do país: Balneário Camboriú recebe até 2 milhões de visitantes por temporada e tem um dos metros quadrados mais valorizados do Brasil. Mas toda essa movimentação chega quase exclusivamente por terra, numa BR-101 saturada.
“A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul”, afirma Valmir Tartari, diretor presidente do AeroPark Camboriú.
O Sul do Brasil, apesar de concentrar uma das maiores frotas executivas do país, ainda carece de infraestrutura aeronáutica corporativa à altura dessa demanda. A aviação executiva deve dobrar de tamanho na América Latina até 2029. O AeroPark Camboriú nasce exatamente nesse contexto, com obras previstas para o primeiro semestre de 2027 e operação plena até 2030.
FICHA TÉCNICA
Empreendimento: AeroPark Camboriú
Localização: Região do Braço, Camboriú (SC)
Área total: 2,2 milhões de m²
Investimento: R$ 1 bilhão
Pista: 1.400m x 30m — expansível até 1.600m
Hangares: 250 lotes corporativos (640m² a 2.880m²)
Operação: 24 horas — balizamento noturno e abordagem por instrumento
Início das obras: primeiro semestre de 2027
Operação plena: até 2030
Gestão: VexCapital e investidores do Sul do Brasil
Instagram: @aeroparkcamboriusc

