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Conheça as principais moedas digitais do Brasil e aprenda a investir com segurança

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Bitcoin, Ethereum, stablecoins e redes emergentes ganham espaço entre investidores brasileiros

O mercado de criptomoedas continua em forte expansão no país, impulsionado pela busca de diversificação de investimentos e pelo avanço da regulação. Entre os ativos digitais mais relevantes estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), stablecoins (como USDT e USDC) e redes emergentes como Solana, Polygon e Avalanche. Segundo Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, exchange brasileira focada em soluções de pagamento com ativos digitais, assessoria e educação financeira, conhecer as características de cada moeda é fundamental para reduzir riscos e tomar decisões conscientes.

O Bitcoin, lançado em 2009, é a primeira e mais conhecida criptomoeda do mundo. Baseado no mecanismo de consenso proof-of-work, possui emissão limitada a 21 milhões de unidades, o que reforça sua escassez. “O bitcoin é considerado uma espécie de ‘ouro digital’, por sua descentralização e alta liquidez, mas enfrenta desafios importantes, como o consumo elevado de energia e a volatilidade de preço”, explica Pereira.

Já o Ethereum, criado em 2015, é mais do que uma moeda: trata-se de uma plataforma que permite o desenvolvimento de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados. Após migrar para o modelo proof-of-stake, reduziu drasticamente seu consumo energético. Consolidado entre investidores e desenvolvedores, o Ethereum ocupa posição estratégica em setores como finanças descentralizadas (DeFi), tokens não fungíveis (NFTs) e infraestrutura de aplicativos.

As stablecoins, por sua vez, são ativos digitais atrelados a moedas fiduciárias, como o dólar americano, oferecendo maior previsibilidade em um mercado altamente volátil. “Esses ativos funcionam como uma ponte entre o mundo tradicional e o digital. Contudo, sua estabilidade depende da robustez das reservas que sustentam sua paridade”, afirma o especialista.

No campo das redes emergentes, Solana, Polygon e Avalanche despontam como alternativas mais rápidas e com taxas menores que o Ethereum. Essas plataformas buscam maior escalabilidade e inovação, mas ainda não possuem o mesmo histórico de segurança ou ampla adoção institucional. “São projetos promissores, mas que exigem atenção redobrada do investidor, justamente por ainda estarem em processo de amadurecimento”, acrescenta Pereira.

Como investir com segurança

De acordo com o especialista da OnilX, os investidores devem adotar uma estratégia de gestão de risco para navegar no mercado cripto. Isso inclui analisar aspectos como descentralização, liquidez, auditoria de código e conformidade regulatória. Também é essencial diversificar o portfólio, escolher exchanges confiáveis e definir a forma de custódia dos ativos. “Manter equilíbrio na carteira é crucial. Uma boa prática é combinar ativos consolidados, como Bitcoin e Ethereum, com stablecoins para estabilidade, e destinar apenas uma parcela reduzida a projetos emergentes”, orienta Pereira.

No Brasil, os investidores ainda precisam ficar atentos às obrigações fiscais. A Receita Federal exige a declaração de criptoativos no imposto de renda e o Congresso discute propostas de regulamentação para stablecoins e corretoras digitais. “O país já avançou muito nesse tema, mas ainda estamos em fase de consolidação. É fundamental acompanhar a legislação para proteger o patrimônio e investir de forma consciente”, conclui.

Mercado brasileiro

Em 2025, o Brasil alcançou a 5ª posição mundial em adoção de criptoativos, segundo o relatório anual da Chainalysis, que avaliou 151 países. O levantamento considera não apenas o volume movimentado, mas também o impacto real das criptomoedas no cotidiano da população. O país aparece atrás apenas de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã, superando mercados relevantes como Nigéria, Indonésia, Ucrânia e Reino Unido. O estudo também destacou a atividade institucional como um fator que contribuiu para a posição brasileira. Fundos de investimento, gestoras e bancos vêm ampliando a oferta de produtos financeiros atrelados a criptoativos, fortalecendo o ecossistema e trazendo mais legitimidade ao setor. Esse movimento é acompanhado de maior clareza regulatória: os marcos legais aprovados em 2023 e 2024 estabeleceram regras para prestadores de serviços de ativos virtuais, oferecendo previsibilidade e atraindo empresas globais para o país.

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