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Consumo de vinhos no Brasil segue em alta

3 Mins read

Importação bateu recorde em 2020 segundo dados da plataforma da LogComex

POR: Carolina Lara

O segmento de vinhos importados vem passando incólume pelas crises econômicas, especialmente no Brasil. Segundo dados da plataforma Search, da LogComex, empresa especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cadeia de comércio exterior, de 2019 para 2020 houve um aumento de 78% no volume importado do produto pelo País. Além disso, a produção e consumo de vinhos também apresentaram números expressivos em ano de pandemia.

No Brasil, a Lei nº 7.678/1988 (alterada pela Lei nº 10.970/2004) proíbe a importação de vinhos e produtos derivados da uva e do vinho em vasilhames de capacidade superior a 5 litros. “Isso deve ser considerado no momento da importação, seja ela formal ou não”, adverte Helmuth Hoffstater, cofundador e CEO da LogComex.

Segundo o executivo, é importante sempre ter a assistência de um profissional adequado e capacitado para realizar a classificação fiscal deste e qualquer outro produto. “Apesar de parecer intuitivo, para realizar uma classificação de forma correta é necessário conhecer as propriedades e características dos produtos, além de ter um vasto conhecimento das nomenclaturas e suas posições”, pondera Hoffstater.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o órgão público que tem a competência de analisar tudo o que for relacionado a produtos de uso agropecuário, obras de madeira, azeites, plantas vivas, flores, frutas, vinhos e bebidas em geral. Dependendo da complexidade do item, ele pode ser enquadrado em diversos procedimentos que são descritos na Instrução Normativa 51/2011 e pode, inclusive, chegar a necessitar de licença de importação prévia ao embarque.

No caso do vinho, o enquadramento é feito dentro do Procedimento I para todos os NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul), o que permite que a análise seja feita após o embarque da mercadoria, desde que a relação de documentos seja devidamente apresentada.

Importante destacar que, quando se analisa o NCM mais utilizado atualmente pelos importadores de vinhos (2204.21.00), há uma incidência de 27% de Imposto de Importação (II), 10% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), 9,65% de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e 2,1% de Programa de Integração Social (PIS).

Hoffstater explica que essas alíquotas são altas para proteger a indústria nacional, objetivando incentivar a produção e o consumo local.

Popularização dos clubes de assinaturas

Embora os vinhos importados possam ser encontrados com facilidade em supermercados e lojas especializadas, os clubes de assinaturas na internet se popularizaram por oferecer uma ampla variedade de vinhos com entrega em domicílio de uma caixa mensal com itens selecionados e de acordo com a preferência do assinante.

A pandemia, mesmo que de forma indireta, elevou o consumo de vinho no Brasil e isso se reflete nos números de importação, de acordo com os dados da LogComex: foram mais de 153 milhões de quilos importados nos últimos meses.

O valor FOB — free on board ou livre a bordo em tradução livre — chegou a ultrapassar a marca de US$ 427 milhões. Países como Chile, Portugal e Argentina se destacaram como as rotas principais de aquisição de vinho importado.

No Search, plataforma de busca da Logcomex, é possível encontrar essas e outras informações ainda mais específicas sobre vinho e muitos outros produtos, além de ter base de dados para análises mais profundas que permitam realizar projeções de mercado.

 

Sobre Helmuth Hofstatter

Empreendedor apaixonado por tecnologia e inovação, possui mais de 12 anos de experiência no segmento de logística internacional, fundador da LogComex, startup de big data, inteligência e automação para logística internacional. É especialista em gestão de produtos e nas mais diversas soluções voltadas ao universo do comércio exterior.

 

Sobre a LogComex

A LogComex é uma startup especializada em inteligência de dados para importação e exportação. Por meio de plataforma online com tecnologia própria, a empresa fornece ao mercado maior transparência e automatização das operações de logística internacional. A plataforma coleta e processa milhares de dados para gerar uma visão panorâmica, indicando previsibilidade e transparência para toda cadeia logística. O programa tem como base as operações que ocorrem no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e EUA. A plataforma ainda é dividida em três módulos: Tracking Real Time, RPA Automação/Integração e Big Data Analitycs. Para saber mais, acesse http://www.logcomex.com/

 

 

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