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COP 11 vai movimentar debates pelo interior do Rio Grande do Sul

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Eliana Stülp Kroth
Reunião Subcomissão ALRS em Santa Cruz do Sul
Eliana Stülp Kroth Reunião Subcomissão ALRS em Santa Cruz do Sul

Série de doze encontros promovidos pela Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco visa ouvir os representantes da cadeia produtiva para a construção de um posicionamento que servirá para atuação parlamentar e institucional.

Agosto 2025 – A 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vai ocorrer entre 17 e 22 de novembro, em Genebra, na Suíça. Como em outras edições, traz preocupação para o setor do tabaco, que é excluído dos debates há mais de 20 anos.

Para ouvir a cadeia produtiva, a primeira reunião da Subcomissão de Defesa do Setor do Tabaco e Acompanhamento da COP11 foi realizada nesta sexta-feira, 22 de agosto, em Santa Cruz do Sul (RS), com a presença de dezenas de autoridades, representantes e lideranças regionais e estaduais. O evento marcou o início das atividades da Subcomissão que seguirá uma agenda de doze encontros pelo interior e capital do Rio Grande do Sul.

O deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida, proponente e relator da subcomissão, abriu a primeira audiência pública com o tema o “Diagnóstico inicial do setor do tabaco e perspectivas frente à COP11”, realizada no auditório do Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e transmitida pelo canal da ALRS no Youtube. “Este é o ponto de partida de um trabalho que esperamos concluir no dia 08 de outubro e que vai consolidar as informações setoriais. O relatório final será então aprovado pela mesa diretora do nosso legislativo e servirá de posicionamento para visitas institucionais, mas também para peças acadêmicas”, comentou o deputado Marcus Vinicius.

Durante o evento, a relevância social e econômica da produção e exportação de tabaco foi evidenciada por deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e representantes de entidades como Abifumo, Amprotabaco, Farsul, Fentifumo, Fetag, SindiTabaco e Stifa. O secretário de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, chamou a atenção para a representatividade do setor. “Mais de 40% do PIB do Rio Grande do Sul vem do agro e o tabaco é uma das principais culturas do agronegócio gaúcho”, comentou estendendo aos presentes o apoio do governo do Estado à pauta.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, ressaltou a importância de sensibilizar o governo federal da receita gerada, mas também das ações setoriais em diversas frentes, em especial social e ambiental. Destacou também o compromisso interministerial assumido pelo Brasil quando da adesão à Convenção-Quadro.

“Decisões ideológicas e interesses obscuros não podem se sobrepor à relevância do setor. O governo brasileiro precisa cumprir e respeitar o que foi assinado quando da ratificação pelo Brasil a Convenção-Quadro, momento em que firmou que a ação não implicaria na proibição à produção de tabaco ou restrição a políticas públicas nacionais de apoio aos agricultores que se dedicam a essa atividade. No entanto, já em 2016 os produtores rurais passaram a sofrer restrições para acesso ao crédito e, recentemente, o governo federal lançou uma campanha incentivando a substituição do tabaco por alimentos”, comentou.

Thesing listou outros exemplos em que a declaração interpretativa foi esquecida como a exclusão do tabaco no acordo bilateral Mercosul e União Europeia, o que acabou sendo revertido com o trabalho do setor; a descontinuidade de parcerias com a OIT em projetos e ações do setor para erradicação do trabalho infantil; a falta de transparência por parte da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle Do Tabaco (CONICQ) nos posicionamentos que o Brasil leva às conferências; e a tentativa de proibição assistência técnica e redução das áreas de produção de tabaco no País.

“O Brasil deveria ser o protagonista na defesa da cadeia produtiva, formando posicionamento que leve em conta não apenas as questões de saúde, mas também as especificidades brasileiras, considerando que o Brasil é o segundo maior produtor e o maior exportador de tabaco há mais de 30 anos. Neste sentido, é muito importante as ações e encaminhamentos que estamos presenciando, seja na esfera municipal, estadual e federal, e esperamos que esta posição chegue firme e de forma contundente em Brasília”, ressaltou.

TABACO NA REGIÃO SUL – O setor tem destaque especialmente na Região Sul, com o Rio Grande do Sul respondendo por cerca de 50% da produção nacional. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a cadeia produtiva envolveu, na safra 2024/25, mais de 138 mil famílias produtoras. As quase 720 mil toneladas produzidas, renderam cerca de R$ 14,58 bilhões, montante que movimenta outros segmentos nos 525 municípios produtores da Região Sul do Brasil. Saiba mais sobre o setor do tabaco 

PRÓXIMOS ENCONTROS DA SUBCOMISSÃO

04/09 (quinta-feira) – 14:00 – Audiência Pública Conjunta – Esteio (Expointer)

Tema: Impactos econômicos e sociais do setor do tabaco – integração com a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

11/09 (quinta-feira) – 09:00 – Audiência Pública – Canguçu

Tema: Agricultura familiar e diversificação de renda.

11/09 (quinta-feira) – 18:00 – Audiência Pública – Camaquã

Tema: Produção, logística e comercialização do tabaco.

12/09 (sexta-feira) – 09:00 – Audiência Pública – Venâncio Aires

Tema: Indústria e mão de obra no setor do tabaco.

12/09 (sexta-feira) – 14:00 – Audiência Pública – Rio Pardo

Tema: Tributação e competitividade do setor.

12/09 (sexta-feira) – 18:00 – Audiência Pública – Barão do Triunfo

Tema: Realidade das pequenas propriedades e geração de renda local.

25/09 (quinta-feira) – 14:00 – Audiência Pública Híbrida – Porto Alegre

Tema: Atuação de órgãos de controle, forças de segurança pública e fiscalização na defesa da legalidade e combate ao contrabando (PF, PRF, PC, BM, MPF, MP, RF, SEFAZ).

26/09 (sexta-feira) – 09:00 – Audiência Pública – Arroio do Tigre

Tema: Produção integrada e desafios regionais.

26/09 (sexta-feira) – 18:00 – Audiência Pública – Candelária

Tema: Impactos sociais e sucessão familiar no campo.

02/10 (quarta-feira) – 18:00 – Audiência Pública – São Lourenço do Sul

Tema: Estratégias de valorização da produção e comércio internacional.

08/10 (quarta-feira) – 14:00 – Reunião da Subcomissão – Porto Alegre

Tema: Apresentação e aprovação do relatório final.

Sobre o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 626 mil pessoas no meio rural, em 509 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br

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