
Aceleração sem base compromete a sustentabilidade do negócio e intensifica gargalos operacionais, alerta Thiago Oliveira, ex-Bossa Nova e hoje à frente da Saygo
Escalar sem uma base sólida pode comprometer não apenas os resultados, mas a sobrevivência do negócio. O alerta é de Thiago Oliveira, ex-sócio da Bossa Nova Investimentos e atualmente à frente da Saygo Câmbio, holding especializada em soluções para empresas com foco em execução, governança e estrutura de crescimento. “Crescer sem estrutura é como subir um prédio sem fundação. Parece impressionante por fora, mas basta um tremor para desmoronar”, diz o empresário.
A declaração ganha relevância diante da trajetória de Oliveira, que já investiu em mais de 300 startups e hoje lidera o desenvolvimento de uma plataforma de inteligência artificial voltada à implementação de processos de gestão. Segundo ele, um dos erros mais comuns entre empresas que buscam escalar está na priorização da velocidade em detrimento da maturidade organizacional. “A maioria tenta crescer sem processos definidos, sem equipe capacitada e sem rituais de gestão. Isso cria uma falsa sensação de progresso, mas, na prática, só aumenta o caos “, afirma o especialista.
Dados do Sebrae mostram que 82% dos empresários já participaram de alguma formação em gestão, mas apenas 17% conseguiram aplicar os aprendizados de forma consistente. Para Oliveira, o problema não está no conteúdo oferecido, e sim na ausência de estrutura para colocá-lo em prática. “O empresário volta da imersão com boas ideias, mas, na segunda-feira, já está apagando incêndios. A execução exige método, ferramenta e disciplina”, ressalta o empresário.
A Saygo atua como ponte entre a ambição de crescimento e a necessidade de controle. Fundada após a unificação da Zebra Câmbio e da Proseftur, a holding aposta em tecnologia, assessoria e formação de líderes como eixos estruturantes. A expectativa é transformar a operação em um banco empresarial, o Banco SAO, com foco em câmbio e crédito inteligente. “Queremos oferecer soluções completas para empresas que desejam crescer com governança e clareza nos números”, explica Oliveira.
Segundo ele, a escalabilidade só é sustentável quando precedida por três pilares: processos padronizados, delegação eficaz e cultura de acompanhamento. “O empreendedor precisa sair do centro da operação e confiar em um time que execute com método. Caso contrário, vira gargalo do próprio crescimento.” esclarece o especialista.
A plataforma, com lançamento previsto ainda para 2025, propõe preencher justamente essa lacuna. Baseada em inteligência artificial treinada a partir de diagnósticos de maturidade e rotinas reais de gestão, a tecnologia simula uma mentoria contínua, automatizando tarefas, sugerindo rituais e monitorando a execução de metas. “A dificuldade não está no acesso ao conhecimento, mas em como aplicá-lo no meio do caos operacional de quem empreende no Brasil”, conclui Oliveira.
A proposta é atender cerca de 5 mil empresas nos primeiros 18 meses de operação. Atualmente, a plataforma está em fase final de testes com um grupo restrito de clientes e será disponibilizada ao mercado no último trimestre do ano. Mais do que escalar negócios, a meta de Thiago Oliveira é escalar a capacidade de execução. E, segundo ele, isso não se faz com hype, mas com processo.
Sobre a Saygo
A Saygo é uma holding brasileira especializada em comércio exterior, formada pela unificação da Proseftur Assessoria em Comércio Exterior e da Zebra Corretora de Câmbio. Com mais de 23 anos de experiência, a empresa oferece soluções integradas para importadores e exportadores, abrangendo assessoria em operações internacionais, serviços cambiais e desenvolvimento de tecnologias para otimização de processos globais. Seu compromisso é auxiliar empresas a ingressarem e expandirem suas atividades no mercado internacional, proporcionando estratégias inovadoras e suporte especializado.
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Sobre Thiago Oliveira
Thiago iniciou sua trajetória empreendedora há mais de 20 anos. Com um Monza e dinheiro emprestado, fundou seu primeiro negócio em logística, que anos depois seria vendido por milhões de dólares. Tornou-se sócio da maior aceleradora de startups da América Latina, a ACE, e fez parte do maior Venture Capital da região, a Bossanova Investimentos.
Ao identificar os desafios enfrentados por importadores e exportadores no fechamento de câmbio, fundou a corretora de câmbio do grupo, inicialmente chamada Zebra e agora Saygo Câmbio, transformando o setor. Além de empreendedor, é mentor e conselheiro de diversas empresas e cofundador da Oliveira Foundation, ONG que já impactou mais de 100 mil crianças em países de língua portuguesa. Seu foco está em soluções cambiais, desenvolvimento tecnológico e estratégias para expansão internacional de empresas.
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