Médica explica que o uso do filtro solar é algo que precisa entrar na rotina diária de qualquer pessoa
POR: Davi Paes e Lima
É comum, principalmente no verão, a estação mais quente do ano, que a procura nas farmácias e supermercados e o uso do filtro solar aumente. No entanto, segundo a médica cirurgiã geral e pós-graduada em Dermatologia Carol Berger, o uso do protetor solar é algo que deve estar presente na rotina diária de qualquer pessoa, não importa a estação.
A médica destaca que é durante os meses do verão, principalmente dezembro e janeiro, que as pessoas têm uma maior exposição solar. Afinal, o período de férias acaba coincidindo com a época na qual os raios ultravioleta também ficam mais intensos, e essa combinação são os principais fatores de risco para o câncer de pele. E para evitar ocorrências da doença, além de seguir a recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que sugere no mínimo uma consulta anual ao dermatologista, a fim de que o profissional possa avaliar a pele, principalmente as pintas, a médica orienta sobre o uso do filtro solar.
A médica explica que no rosto a quantidade mínima de aplicação do produto é de no mínimo uma colher de chá e no corpo de, aproximadamente, três colheres de sopa. E além da reaplicação contínua, é importante fazer uso de proteção na cabeça, seja com chapéu ou boné, e que seja evitada ao máximo a exposição direta ao sol entre às 10h e às 16h, quando os raios são mais intensos. Além de todos esses cuidados é importante ter consultas periódicas regulares, ainda mais em pessoas que apresentam pintas ou manchas avermelhadas na pele.
Afinal, quando devo me consultar?
A médica, que atende em Florianópolis, compartilha alguns pontos que podem ser observados em casa e podem indicar a marcação de uma consulta médica com um profissional especializado na área. Lesões avermelhadas, que coçam, descamam e que parecem não cicatrizar são um sinal de alerta, e se surgirem você deve consultar um médico.
Outro ponto são as lesões de pele que se manifestam através de pintas escuras, acastanhadas, e que apresentam um crescimento rápido. “Elas podem ser de câncer de pele melanoma, um câncer de pele mais raro, porém agressivo. Por isso, é importante fazer o acompanhamento dessas pintas, a fim de ter um diagnóstico precoce, sem esquecer, é claro, que manter o uso do protetor solar ao longo do ano, não só nas estações mais quentes”, completa.

