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Da empacotadora à paletização: Indumak acompanha avanço da automação integrada no mercado externo

Créditos da foto: Divulgação

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Empresa identifica mudança no perfil da demanda internacional com o aumento de 70% nas solicitações de projetos com robôs e sistemas de paletização em 2026

A automação industrial está entrando em uma nova etapa no mercado externo. Em vez de investir apenas em equipamentos isolados, empresas de diferentes portes passam a buscar soluções capazes de integrar as diversas etapas do processo produtivo, da embalagem à paletização. Esse movimento é acompanhado de perto pela Indumak – referência em automação e empacotamento industrial -, que registra, em 2026, aumento de 70% nas solicitações de projetos envolvendo robôs e sistemas de paletização no mercado externo.

Atualmente, projetos completos correspondem a cerca de 50% das vendas da Indumak no mercado externo. Para a empresa, o dado sinaliza uma mudança na forma como a indústria internacional enxerga a automação: os equipamentos deixam de ser analisados de forma isolada e passam a fazer parte de uma estratégia mais ampla de integração das linhas.

“Atualmente, projetos completos correspondem a cerca de 50% das vendas da Indumak no mercado externo. Esse movimento mostra que o cliente está ampliando sua visão sobre automação e buscando soluções que integrem diferentes etapas da operação”, afirma Gelson Schmidt, diretor Comercial da Indumak.

Segundo Schmidt, essa mudança também está relacionada a fatores que vão além do ganho de produtividade. “O cliente não quer apenas uma empacotadora mais eficiente. Ele busca entender como conectar as diferentes etapas da operação para ganhar eficiência. Além da produtividade, fatores como ergonomia, segurança, redução de atividades manuais e disponibilidade de mão de obra passam a pesar na decisão de investimento”, acrescenta.

Para empresas que atuam no mercado internacional, essa demanda também exige fornecedores capazes de compreender as particularidades de cada operação, desde o dimensionamento dos equipamentos até a integração dos sistemas de controle e a configuração da linha de acordo com o produto, a embalagem, a capacidade produtiva e o espaço disponível.

A ergonomia é outro fator que vem ganhando relevância. Órgãos como o NIOSH, dos Estados Unidos, apontam que atividades de movimentação manual de materiais, levantamento de cargas, movimentos repetitivos e posturas inadequadas estão entre os fatores de risco para lesões musculoesqueléticas. Nesse contexto, a automação pode contribuir para reduzir a exposição dos trabalhadores a atividades repetitivas e fisicamente exigentes.

Robotização – Dados globais reforçam o contexto observado pela Indumak. Segundo a International Federation of Robotics (IFR), 542 mil robôs industriais foram instalados no mundo em 2024, mais que o dobro do registrado dez anos antes. O número também representou o quarto ano consecutivo com mais de 500 mil novas instalações.

Nos Estados Unidos, as instalações de robôs industriais cresceram 11% em 2025, chegando a cerca de 38 mil unidades. O avanço foi impulsionado também por setores como alimentos, logística e movimentação de materiais, além das aplicações tradicionais na indústria automotiva.

No setor de armazenagem e logística norte-americano, dados divulgados neste mês de agosto apontam que quase 18 mil robôs foram encomendados apenas no primeiro semestre, alta de 2% em unidades e 7% em valor na comparação anual. Além disso, 92% das empresas pesquisadas afirmam pretender aumentar os investimentos em automação.

Para a Indumak, o avanço da robotização ajuda a explicar por que a demanda internacional está migrando de projetos pontuais para soluções mais completas. Quando uma indústria automatiza a embalagem, por exemplo, os ganhos de produtividade podem ser limitados se as etapas seguintes continuarem dependentes de operações manuais. A integração permite conectar empacotamento, movimentação, agrupamento e paletização em um fluxo mais contínuo.

“Quando falamos em integração, não estamos falando apenas de colocar um robô no final da linha. O desafio é fazer com que todos os equipamentos conversem e trabalhem como um sistema. É essa visão de projeto completo que vem ganhando espaço no exterior”, conclui Schmidt.

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