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Dança das carteiras: o movimento gerado pelo open banking

2 Mins read

POR  Orlando Ovigli

Como você deve estar acompanhando, as mudanças no sistema financeiro brasileiro estão a todo vapor. Desde o ano passado, com a entrada do PIX no rol de meios de pagamento à disposição do cliente, já começamos a entender que a regulamentação de novas tecnologias veio modernizar de vez a forma como lidamos com o dinheiro.

O assunto em alta, agora, é o open banking, que começou a operar no Brasil em fevereiro. Mesmo com algum adiamento, está andando todo o processo tecnológico envolvido na possibilidade circulação mais livre dos dados financeiros das pessoas, sempre com a aprovação delas, é claro.

Obrigatoriedade na participação dos grandes players

É interessante observar neste momento o que levou o Banco Central a estabelecer o open banking como obrigação regulatória, diferentemente dos Estados Unidos, onde os bancos poderão optar pela própria inclusão ou não no circuito.

Por aqui, vamos seguir o modelo implantado no Reino Unido em 2018 e em implantação no restante da Europa. Teremos, então, uma divisão entre participantes obrigatórios e os participantes que poderão escolher compartilhar dados. Basicamente, hoje os obrigatórios são os grandes bancos, que comandam mais de 80% do market share em empréstimos e depósitos de acordo com dados do Banco Central.

Essa obrigatoriedade não vem à toa: um dos objetivos principais do open banking é a desconcentração desse mercado por meio da informação e da tecnologia. Em outras palavras, a medida promoverá maior concorrência, como uma brincadeira de dança das cadeiras ao contrário: em vez de a cada vez diminuir o número de oportunidades, o objetivo é aumentar, dando espaço para a inovação das fintechs e até mesmo dentro das instituições tradicionais que não seria possível sem a implantação das APIs de compartilhamento.

Expectativas são positivas no mercado brasileiro

Como já mencionei, é possível entender o cenário do sistema financeiro aberto olhando para o Reino Unido, pioneiro na implantação do open banking no mundo, já entra no terceiro ano de operação com 3 milhões de usuários ativos de acordo com a OBIE (Open Banking Implementation Entity), sendo uma das inspirações e referências para a implantação no Brasil. No Brasil, nossa expectativa é de que até a última fase de implantação pelo menos 5 milhões de pessoas entrem em contato com o sistema aberto.

Por ora, estamos começando a ver uma maior movimentação causada pelo início recente da segunda fase de implantação do sistema financeiro aberto brasileiro. A expectativa é de que comecem os requerimentos de autorizações dos usuários para o compartilhamento de dados entre as instituições e então veremos o crescimento de soluções voltadas especificamente a mudanças entre instituições.

*Orlando Ovigli é sócio e vice-presidente de Omnicommerce na FCamara, empresa especialista em criação de soluções customizadas e escaláveis para desenvolvimento de aplicativos, plataformas e integrações.

Sobre a FCamara

No mercado desde 2008 e eleito por três anos como a “Melhor empresa de serviços para e-commerce” pela ABComm, o Grupo FCamara é uma consultoria de TI que promove transformação digital, cultural e cognitiva oferecendo múltiplas soluções digitais. Especialista em transformação digital para os negócios e na promoção de inovação como cultura, o Grupo tem atuação nos principais players dos mercados de finanças, saúde, educação, indústrias,  entre outros. Estratégia de dados como fator de crescimento também é uma expertise. Após imersão no Vale do Silício, fundou a Orange Ventures, sua própria Venture Builder, que já lançou mais de dez startups com foco B2B.

Crédito: divulgação

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