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Demanda e mudanças regulatórias impulsionam ações e carreiras em compliance, aponta especialista

Créditos da foto: Divulgação

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Sócios da CLA Brasil avaliam que compliance e GRC deixaram de ser funções de controle para se tornarem disciplinas estratégicas nas decisões de negócio

Criado, inicialmente, para estipular códigos de conduta e prevenir a corrupção em instituições financeiras, o compliance deve alcançar uma posição ainda mais estratégica nas empresas nos próximos anos, impulsionado por mudanças regulatórias, evolução tecnológica e maior pressão de consumidores, investidores e órgãos fiscalizadores. A avaliação é do sócio líder de Auditoria e de People Solutions da CLA Brasil, Thiago Brehmer.

Segundo o executivo, a tendência é que os profissionais do setor comecem a atuar cada vez mais nas tomadas de decisões relacionadas a aquisições, expansões, parcerias e iniciativas de inovação nas companhias. “O compliance que vai definir os próximos anos não é o compliance de checklist, é o que se senta à mesa das decisões estratégicas. Vemos isso na prática: empresas que estruturaram seus programas de integridade com seriedade passaram a ser preferidas em processos de M&A, em licitações e na captação de capital. A governança deixou de ser custo e virou critério de seleção”, afirma.

Brehmer avalia que o setor está mais maduro, mas que a maturidade ainda não alcançou todas as empresas. O especialista também acrescenta que “não é mais uma questão de boas práticas, é uma questão de acesso a mercado. E esse movimento está chegando nas empresas de todos os portes, não apenas nas grandes corporações. O profissional de compliance que liderará nos próximos anos não é o especialista em normas, é o especialista em trazer uma nova perspectiva para o processo de tomada de decisão de negócios”, completa.

Para Cláudio Castro, Sócio-líder de GRC da CLA Brasil, a integração entre governança, risco e compliance deixou de ser um modelo aspiracional para se tornar uma exigência operacional. “As empresas que ainda tratam essas três disciplinas como silos separados estão acumulando risco sem perceber. A pergunta que os conselhos e comitês de auditoria estão fazendo agora não é se a empresa tem um programa de compliance, é se esse programa está conectado à estratégia, aos dados e às decisões que realmente importam. Quem não souber responder a essa pergunta com evidências vai ter dificuldade crescente de operar em mercados regulados, de acessar capital e de construir reputação de longo prazo”, afirma.

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