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Desacelerar e rever hábitos pode ajudar a prevenir esgotamento emocional, diz especialista

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Psicóloga alerta para impactos da sobrecarga mental e defende mudanças na rotina e nas relações para preservar a saúde emocional

A sobrecarga da rotina, o excesso de estímulos e a dificuldade de estabelecer pausas têm ampliado quadros de ansiedade, fadiga e sofrimento emocional, exigindo mudanças na forma como as pessoas organizam o dia a dia e cuidam da própria saúde mental. A avaliação é da psicóloga e empresária Fernanda Tochetto, que defende desacelerar e rever hábitos como forma de prevenir o esgotamento emocional.

Segundo a especialista, parte desse desgaste está ligada à maneira como os indivíduos interpretam suas experiências e lidam com as pressões do cotidiano. “A gente precisa rever nossos pensamentos, porque eles podem nos adoecer, provocar cansaço e até fadiga crônica”, afirma.

Na avaliação da psicóloga, muitas pessoas deixaram de enxergar a vida como algo que precisa ser cuidado, o que contribui para uma relação mais negligente com o próprio bem-estar. “A vida é um dom. Então, a gente precisa mudar o jeito de enxergá-la e buscar ajuda, suporte da família, dos amigos. Não viver a dor sozinho”, diz.

Isolamento pode agravar desgaste emocional

Um dos pontos centrais destacados pela especialista é a importância de fortalecer vínculos e evitar o isolamento em momentos de dificuldade. Compartilhar dores e buscar apoio, segundo ela, pode reduzir os impactos de períodos de crise emocional.

“Se todos nós somos como uma roda gigante, uma hora estamos por cima, outra hora por baixo. A gente precisa compartilhar para que o outro possa chegar perto e ajudar”, explica.

Ela também alerta para a importância da escuta no trato com pessoas emocionalmente fragilizadas. “Se você não se sente habilitado a aconselhar, é melhor só escutar. Convide essa pessoa para sair, fazer algo leve, escute sem julgamento”, orienta.

Rotina equilibrada ajuda na prevenção

A especialista defende ainda que hábitos diários influenciam diretamente o equilíbrio emocional. Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, sono adequado, momentos de lazer e a redução do uso excessivo de telas.

“Tenha uma rotina de atividades físicas regulares, no mínimo três vezes por semana. Faça isso como um ato de amor por você”, afirma.

Segundo ela, o uso excessivo de tecnologia e a comparação constante nas redes sociais também contribuem para o adoecimento emocional. “Reduza o uso de telas. A tecnologia tem levado a sociedade a se comparar muito, e isso pode adoecer”, diz.

Para a especialista, desacelerar não significa perder produtividade, mas preservar a saúde antes que o desgaste evolua para quadros mais graves. “Desacelere para você não cair em um quadro de síndrome de fadiga crônica”, conclui.

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