
IBGE aponta menor taxa da série histórica, mas Selic em 15% limita o avanço produtivo e amplia a busca por crédito privado
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O índice representa 6 milhões de pessoas desocupadas e mostra estabilidade em relação ao trimestre anterior, quando a taxa foi de 5,7%, e melhora significativa frente aos 7,7% do mesmo período de 2023. O contingente de ocupados chegou a 101,4 milhões de pessoas, um recorde. Esses números indicam que, apesar do ambiente macroeconômico restritivo, a economia brasileira mantém dinamismo suficiente para sustentar consumo e geração de renda. Para Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue, o resultado reflete a maturidade da economia real e a capacidade de adaptação das empresas, mas também escancara a dificuldade estrutural do país em converter a estabilidade em expansão produtiva. “A taxa de desemprego em 5,6%, no menor nível histórico, confirma a resiliência do mercado de trabalho e reforça que a economia brasileira segue operando com base sólida de consumo e serviços.
Apesar do ambiente de juros elevados, as empresas conseguiram manter produtividade e eficiência. A Selic em 15% cumpre o papel de conter a inflação, mas naturalmente limita a expansão do crédito bancário e encarece o capital de giro”, afirma. Segundo ele, o país vive um paradoxo: há emprego, mas há pouco espaço para investimento; há estabilidade, mas falta aceleração. Esse é o retrato de uma economia que precisa transformar disciplina monetária em estratégia de crescimento. O cenário de pleno emprego é, portanto, uma conquista relevante, mas também um ponto de inflexão. O consumo se mantém firme porque há ocupação e renda, mas o investimento segue tímido porque o custo do capital ainda é proibitivo. A taxa de juros elevada restringe o crédito corporativo e comprime margens, principalmente em setores que dependem de financiamento para expansão, como indústria, construção e infraestrutura. A consequência prática é uma economia que cresce pela base, impulsionada pela demanda, mas que encontra um teto quando tenta avançar pelo lado da oferta.
Para as empresas, o desafio é crescer sem se endividar, manter liquidez e buscar novas formas de financiamento que substituam o crédito bancário tradicional.Padula destaca que esse novo ciclo exige uma mudança de mentalidade financeira. Em vez de depender apenas do sistema bancário, o Brasil precisa ampliar os mecanismos de intermediação privada, com FIDCs, securitizações e fundos estruturados ganhando protagonismo. Esses instrumentos permitem conectar liquidez ociosa de investidores a negócios produtivos que geram fluxo recorrente, renda e emprego. “O investidor deve buscar operações lastreadas em fluxo recorrente e fundamentos sólidos, que continuem gerando valor mesmo em ciclos de política monetária restritiva”, conclui Padula. A transição para uma economia de juros estruturalmente mais altos torna ainda mais urgente a adoção de práticas de governança, transparência e gestão de risco que tornem o crédito privado um vetor de crescimento sustentável.
Sobre o Grupo Everblue
O Grupo EverBlue é um ecossistema de soluções de crédito corporativas que transforma desafios em crescimento sustentável. A companhia nasceu com o propósito de fortalecer a indústria e impulsionar empresas, oferecendo soluções de crédito personalizadas com as necessidades de cada negócio.
A EverBlue atua como parceira estratégica do setor produtivo, integrando soluções financeiras, tecnologia e inteligência operacional para impulsionar crescimento e eficiência empresarial. Ao longo de sua trajetória, já realizou mais de 7 mil operações e concedeu mais de R$ 3 bilhões em crédito, consolidando sua presença como um dos principais impulsionadores do crescimento empresarial no Brasil, posicionando-se como o aliado financeiro no sucesso dos negócios de seus clientes.
O portfólio do grupo abrange um ecossistema 360º de soluções financeiras corporativas, que inclui capital de giro, antecipação de recebíveis, financiamento à cadeia de fornecedores, operações estruturadas e fundos exclusivos. Entre as vertentes do ecossistema, destaca-se a plataforma financeira integrada que impulsiona empresas e indústrias, solucionando as dores do dia a dia no acesso a serviços bancários tradicionais ao centralizar gestão de caixa, pagamentos, pix, cartões corporativos, crédito, cobrança, câmbio e conciliação bancária em um único ambiente tecnológico e eficiente.
