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Devedômetro registra atraso de salários médicos em dez municípios cearenses

UPA-Edson-Queiroz-adriano - Créditos da foto: Divulgação

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Levantamento do Sindicato dos Médicos do Ceará aponta pendências que chegam a quase dois anos; nove municípios também respondem a ações judiciais

Dez municípios cearenses encerraram setembro com salários de médicos em atraso, segundo a atualização do Devedômetro, divulgada pelo Sindicato dos Médicos do Ceará. O levantamento reúne débitos referentes a serviços prestados em diferentes períodos, com pendências que chegam a quase dois anos.

Integram a lista os municípios de Capistrano, Cascavel, Fortaleza, Icó, Iguatu, Nova Russas, Pacatuba, Poranga, São Luís do Curu e Sobral. Os atrasos envolvem atendimentos realizados em hospitais, unidades de pronto atendimento e outros serviços de saúde. Em Fortaleza, por exemplo, permanecem pendentes os pagamentos referentes a agosto dos médicos que atuaram nas Upinhas pediátricas.

Também foi contabilizada a entrada de Icó, que possui pagamentos em aberto referentes aos médicos da UPA do município. Por outro lado, Maracanaú deixou o Devedômetro após regularizar os pagamentos dos profissionais referentes aos meses de maio, junho e julho.

Além dos débitos em cobrança administrativa, nove municípios possuem ações judiciais relacionadas a pagamentos médicos em atraso: Acarape, Aracati, Catunda, Horizonte, Maranguape, Morada Nova, Mulungu, Paramoti e Pires Ferreira. Em alguns processos, as pendências são referentes a períodos que remontam a partir de 2012.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Dr. Edmar Fernandes, o atraso compromete a valorização dos profissionais que estão na linha de frente da assistência à população.

“O médico cumpre sua escala, atende a população e precisa receber pelo trabalho realizado. Não é aceitável que profissionais sejam prejudicados por atrasos administrativos. O Sindicato acompanha cada caso e cobra dos gestores uma solução e a regularização dos pagamentos”, afirma.

Criado em 2017, o Devedômetro acompanha municípios com débitos médicos e permite ao Sindicato atuar administrativamente e, quando necessário, judicialmente para buscar a quitação dos valores devidos. A entidade orienta os profissionais que estejam com pagamentos atrasados a comunicar a situação ao Sindicato para acompanhamento.

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