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Dia dos Namorados: quanto custa namorar em 2026?

Créditos da foto: Divulgação

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Entre jantares, presentes, aplicativos de relacionamento e experiências a dois, manter a vida amorosa em dia também exige organização financeira

Amar continua sendo gratuito. Já namorar, nem tanto. Com a chegada do Dia dos Namorados, muitos casais começam a planejar comemorações, presentes e programas especiais, mas também se deparam com uma pergunta cada vez mais presente na rotina financeira: quanto custa manter um relacionamento em 2026? 

A discussão não é apenas uma percepção dos apaixonados. Uma pesquisa americana realizada pelo BMO Financial Group em 2026, revelou que metade dos solteiros tem saído menos para encontros ou buscado opções mais econômicas por conta do aumento do custo de vida. O levantamento apontou ainda que 48% dos integrantes da Geração Z e 40% dos millennials acreditam que os gastos com relacionamentos prejudicam seus objetivos financeiros. Além disso, para quase metade dos entrevistados, namorar está cada vez mais caro. 

Embora os dados sejam internacionais, a realidade não é muito diferente no Brasil. Restaurantes, transporte por aplicativo, cinema, presentes, viagens, assinaturas de plataformas de streaming e até hospedagens para momentos mais íntimos fazem parte da rotina de muitos casais e podem representar uma parcela significativa do orçamento mensal. 

Em grandes cidades como São Paulo, um encontro considerado econômico, incluindo refeição e bebidas em hamburguerias, bares ou restaurantes mais acessíveis, pode custar entre R$ 120 e R$ 150 para o casal. Já programas em restaurantes mais sofisticados, rodízios de comida japonesa, churrascarias ou casas especializadas costumam ultrapassar os R$ 400 por saída. Quando entram na conta os encontros mais reservados, os valores também chamam a atenção: a diária de um motel para duas pessoas gira, em média, de R$ 150 a R$ 500, dependendo da localização e da estrutura oferecida. 

Para a economista Cilene Ribeiro Cardoso, professora do curso de Gestão e Negócios da Universidade São Judas, os relacionamentos acompanham as transformações da economia e, por isso, também exigem mais planejamento. 

“Assim como aumentaram os custos com moradia, alimentação, transporte e lazer, os gastos ligados à vida afetiva também passaram a exigir mais atenção. Hoje, um único encontro pode representar uma parcela importante do orçamento mensal, especialmente para jovens adultos que ainda estão construindo sua estabilidade financeira. O problema não é investir em momentos de qualidade com quem se ama, mas fazer isso sem planejamento e comprometendo outras áreas da vida financeira”, explica. 

Segundo a especialista, muitas vezes o impacto financeiro não está em um grande gasto, mas na soma das pequenas despesas recorrentes. 

“Um jantar, um presente, uma assinatura compartilhada, um passeio de fim de semana ou um transporte por aplicativo parecem gastos isolados e pontuais. No entanto, quando somados ao longo do mês, podem representar um valor significativo. Por isso, é importante que os casais conversem sobre dinheiro de forma transparente e alinhem expectativas desde o início da relação.” 

A economista destaca ainda que falar sobre finanças deixou de ser um tabu para muitos casais. 

“Existe uma percepção crescente de que estabilidade financeira e qualidade de vida caminham juntas. O diálogo sobre dinheiro não diminui o romantismo. Pelo contrário. Casais que conseguem conversar sobre orçamento, prioridades e objetivos tendem a construir relações mais equilibradas e duradouras.” 

Outro aspecto que pesa no bolso é a valorização das experiências. Viagens, festivais, eventos gastronômicos, shows e atividades culturais ganharam espaço entre as prioridades dos casais, ampliando as possibilidades de lazer, mas também os custos envolvidos. 

“Hoje existe uma valorização muito grande das experiências compartilhadas. Isso é positivo, mas exige escolhas conscientes. Nem toda demonstração de afeto precisa estar associada a gastos elevados. Muitas vezes, criatividade e planejamento proporcionam experiências tão marcantes quanto programas mais caros”, afirma. 

Alternativas para economizar sem abrir mão do romance 

Para quem deseja celebrar o Dia dos Namorados sem comprometer o orçamento, a especialista recomenda alternativas que unem economia e significado. 

Uma das principais alternativas é transferir a comemoração para o ambiente doméstico. Um jantar preparado pelo próprio casal, por exemplo, pode custar cerca de 30% menos do que uma refeição em restaurantes, especialmente quando considerados gastos adicionais como transporte, bebidas e taxas de serviço. 

“Preparar uma refeição juntos pode ser uma experiência afetiva e econômica ao mesmo tempo. Além da redução dos custos, existe a possibilidade de personalizar o momento e criar uma experiência única para o casal. O romantismo não está necessariamente ligado ao valor gasto, mas à intenção por trás da experiência”, destaca Cilene. 

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Para Cilene, o Dia dos Namorados pode servir não apenas para celebrar o relacionamento, mas também para fortalecer a parceria financeira entre os casais. 

“O maior presente que um casal pode construir é a tranquilidade financeira. Quando existe diálogo, planejamento e objetivos compartilhados, o dinheiro deixa de ser uma fonte de preocupação e passa a ser uma ferramenta para realizar sonhos em conjunto. O amor não precisa acompanhar a inflação. O que faz a diferença é a capacidade de construir momentos significativos respeitando a realidade financeira de cada um.” 

Em um cenário de custos crescentes e orçamento cada vez mais pressionado, a conclusão é simples: amar continua não tendo preço, mas namorar, em 2026, certamente exige um pouco mais de organização financeira do que há alguns anos.  

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