Com expectativa de 104 milhões de consumidores nas compras e forte alta no fluxo de bares e restaurantes, gestão de gôndola e controle operacional são determinantes para rentabilizar a data
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, o Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões nos setores de comércio e serviços. A pesquisa aponta que 63% dos consumidores pretendem ir às compras, o que representa aproximadamente 104 milhões de pessoas. O setor de alimentação fora do lar também espera vender mais. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 76% dos estabelecimentos esperam aumento na data em comparação ao último ano.
Com milhões de consumidores indo às compras em um curto intervalo de semanas, o desafio do varejo físico está em garantir a presença do produto nas prateleiras e evitar perdas no ponto de venda.
Para Michel Jasper, CEO da Web Jasper e especialista em varejo, a eficiência das lojas depende da integração entre a gestão de estoque e a execução no salão de vendas. “Quando o volume de clientes cresce em datas comemorativas, qualquer falha no abastecimento ou na exposição dos produtos custa caro. O varejista precisa garantir que a organização da loja facilite a decisão do consumidor. Se o produto não estiver visível e disponível no momento em que o cliente procura, a venda é perdida de forma definitiva”, explica o executivo.
Já no setor de alimentação fora do lar, a maior pressão ocorre no atendimento presencial e nas entregas. Almoços e jantares festivos exigem das cozinhas de bares e restaurantes um ritmo intenso de produção, sem margem para gargalos na operação.
Para Élida Queiroz, CEO da Altec Sistemas, foodtech de software de gestão para o setor, o planejamento operacional e o controle de dados em tempo real são determinantes para transformar o fluxo de clientes em resultados no caixa. “O Dia dos Pais une salão lotado, reservas antecipadas e alta no delivery. É uma combinação que exige controle rigoroso de insumos, tempo de preparo e gestão de mesas. Quando a operação não acompanha o ritmo dos pedidos em tempo real, o pico de movimento se transforma em atraso na cozinha, desperdício e insatisfação do cliente”, afirma a executiva.
Seja na busca pelo presente ideal na prateleira ou na mesa posta em família, o ponto de convergência entre os dois setores está na precisão operacional: a experiência do consumidor precisa ser impecável do início ao fim. No varejo ou na gastronomia, a tecnologia e a gestão inteligente deixam de ser um diferencial e se tornam a base para suportar esses picos de demanda. “O verdadeiro sucesso do Dia dos Pais se mede no nível de satisfação do público, porque um cliente feliz e bem atendido é o maior ativo para garantir a fidelização e a rentabilidade do negócio a longo prazo”, finaliza Queiroz.

