
Presidente da Unicred do Estado de São Paulo fala sobre a importância desse modelo de organização socioeconômica
Celebrado neste sábado, 5 de julho, o Dia Internacional do Cooperativismo destaca e reafirma a força e a importância do setor no Brasil. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2024, o país reúne 4.509 cooperativas ativas, com mais de 23,4 milhões de cooperados, ou seja, cerca de 11% da população brasileira já participa diretamente de alguma cooperativa. Juntas, essas organizações geram mais de 550 mil empregos diretos, promovendo desenvolvimento econômico e social de forma sustentável e democrática, segundo o presidente da Unicred do Estado de São Paulo, Odair Stopiglia.
Conforme o dirigente, esses números refletem mais do que resultados, mostram a potência de um modelo baseado na colaboração, na inclusão e na responsabilidade coletiva. Em todas as regiões do país e nos mais diversos setores, como crédito, saúde, consumo, transporte e trabalho, o cooperativismo segue crescendo, inovando e contribuindo para a construção de um país mais justo, solidário e resiliente.
No caso da Unicred, ele cita a cidade de Campinas (SP) que, historicamente, é um exemplo robusto de associativismo e sede da cooperativa. “A cidade abriga algumas das cooperativas mais tradicionais do país, como Unimed e Uniodonto, que consolidaram um sistema de saúde baseado em excelência e pertencimento. Dentro desse ecossistema, a Unicred também se fortaleceu como pilar essencial para os profissionais da área da saúde e, atualmente, de outros segmentos”, diz.
Segundo o presidente, a origem da Unicred do Estado de São Paulo está ligada diretamente à cultura cooperativista da cidade. “A Unimed surgiu em 1967, a partir da centenária Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas. Já a Unicred teve seu embrião em 1993, inspirada por um modelo que vinha sendo desenvolvido no Rio Grande do Sul, berço do cooperativismo no Brasil”, explica.
A jornada, como ele relembra, não foi simples. “Nos primeiros meses, a cooperativa funcionava de forma bastante precária, praticamente em condições improvisadas. Mas havia um propósito claro: criar uma instituição financeira voltada aos profissionais da saúde.” Com o tempo, a Unicred ampliou sua atuação e passou a cooperar também com empresas e profissionais de outras áreas, mantendo cerca de 70% de seus cooperados ligados ao setor da saúde.
Essa expansão gerou novos desafios. “Conhecemos bem o perfil dos profissionais da saúde. Quando entramos em outros segmentos, passamos a fazer análises de risco mais amplas. Mas isso nunca foi um problema. Tratamos todos com igualdade, dentro da lógica cooperativista”, explica Stopiglia. Ele acrescenta que a Unicred, como instituição financeira cooperativa, mantém princípios sólidos de gestão, e sua atuação é pautada pela coletividade.
O presidente ressalta que, diferente dos bancos tradicionais, a Instituição distribui sobras ao final do exercício, o chamado cashback cooperativo. “Nós fazemos isso há mais de 30 anos. O lucro aqui não vai para um banqueiro ou acionista, vai para quem construiu a cooperativa no dia a dia. O cooperado participa das decisões e recebe de volta de forma proporcional à sua movimentação ao longo do ano.”
A diferença nas taxas de crédito também é significativa. “Enquanto bancos cobram juros mensais elevados, aqui trabalhamos com valores muitas vezes pela metade, dependendo do perfil e da garantia apresentada”, enfatiza Odair.
Outro destaque da Unicred é a previdência privada cooperativa, hoje com cerca de R$ 7,6 bilhões sob gestão e 250 mil participantes. “É uma previdência fechada, com gestão profissional, baixo custo administrativo e resultados consistentes. Uma forma segura de planejar o futuro com tranquilidade”, afirma.
Para o presidente da instituição, a força de Campinas/SP no associativismo é motivo de orgulho. “Somos uma cidade que acredita no coletivo. E a Unicred tem orgulho de fazer parte dessa trajetória, lado a lado com Unimed, Uniodonto e tantas outras cooperativas que transformam vidas.”
