Têxtil de Joinville fornece tecidos das jerseys oficiais do L’Étape Brasil by Tour de France e aproxima indústria de um setor que movimenta mais de US$ 200 bilhões por ano
De olho na expansão global do mercado de roupas esportivas e na crescente demanda por tecidos de alta performance, empresas brasileiras da indústria têxtil buscam ampliar presença na cadeia internacional do sportswear. A catarinense Diklatex acompanha de perto o crescimento do ciclismo e, por isso, patrocina, pelo terceiro ano consecutivo, o L’Étape Brasil by Tour de France, fornecendo os tecidos utilizados na fabricação das jerseys oficiais das etapas brasileiras da prova, inspirada no tradicional Tour de France. Mais do que apoiar, a marca vivencia esse movimento: seu presidente, Maurício Jativa, entusiasta do ciclismo, participa ativamente das competições, reforçando uma conexão genuína com o esporte. A Diklatex também promove essa experiência ao lado de clientes e parceiros, fortalecendo relacionamentos e consolidando sua presença no universo do ciclismo de alta performance.
Na primeira prova da temporada 2026, o kit do atleta presenteia os ciclistas com as jerseys da competição produzidas com os tecidos Sensitive e Treviso, este último desenvolvido em colaboração com o ciclista e atleta olímpico Murilo Fischer, um dos principais nomes do ciclismo brasileiro no cenário internacional. A confecção das jerseys é feita pela La Maglia, cliente e parceira da Diklatex na ação.
A participação no evento consolida a presença da empresa em um momento de forte expansão do setor. O mercado global de roupas esportivas movimenta mais de US$ 200 bilhões por ano e segue em crescimento impulsionado pela popularização do estilo de vida ativo e pela evolução tecnológica dos materiais utilizados na produção de roupas técnicas.
Dentro desse universo, o segmento de ciclismo também ganha relevância, acompanhando a expansão da prática esportiva e da mobilidade sobre duas rodas. No Brasil, a indústria de bicicletas projeta produção de cerca de 330 mil unidades em 2025, segundo estimativas da Abraciclo. Apenas no primeiro trimestre do ano, foram produzidas mais de 83 mil bicicletas no país.
Outro indicador da expansão do setor é o avanço das bicicletas elétricas. O segmento já movimenta aproximadamente R$ 511 milhões anuais no mercado brasileiro e ultrapassa a marca de 300 mil unidades em circulação, refletindo uma combinação de fatores como mobilidade urbana, lazer e turismo esportivo.
É nesse contexto que provas amadoras inspiradas em grandes competições internacionais ganham protagonismo. Criado a partir do modelo do Tour de France, o L’Étape Brasil by Tour de France se consolidou como uma das principais provas de ciclismo amador do país, reunindo milhares de atletas e entusiastas da modalidade.
A temporada brasileira de 2026 será disputada em três etapas no estado de São Paulo: Cunha, Serra Negra e Campos do Jordão. A primeira prova acontece entre os dias 27 e 29 de março, em Cunha, cidade que recebe o evento desde 2015 e é conhecida pelo percurso montanhoso e desafiador.
Nesta edição, o trajeto longo terá 110 quilômetros de estradas fechadas e cerca de 2.400 metros de altimetria acumulada. Já o percurso curto terá 53 quilômetros, com 700 metros de altimetria. Em 2025, a etapa reuniu mais de 1.500 ciclistas.
Além do desafio esportivo, a prova também se tornou uma plataforma de exposição para empresas que atuam na cadeia produtiva do ciclismo e do sportswear. As jerseys utilizadas pelos atletas são desenvolvidas para oferecer controle térmico, respirabilidade e conforto durante provas de longa duração, características cada vez mais valorizadas no mercado global de vestuário esportivo.
Com presença recorrente em competições desse tipo, empresas da indústria têxtil buscam reforçar a conexão entre inovação industrial e performance esportiva, utilizando o ambiente competitivo como laboratório e vitrine para novas soluções em engenharia de tecidos.

