
Crises revelam mais sobre a má gestão do que sobre a economia, e empresas sem disciplina e liderança sólida estão com os dias contados
Com a Selic estabilizada em 15% e o crescimento do PIB projetado em ritmo moderado, o ambiente econômico brasileiro impõe um teste de resistência às empresas. Não se trata apenas de sobreviver ao custo elevado do crédito, mas de encontrar maneiras inteligentes de manter margens, financiar projetos e crescer de forma sustentável. Para Jorge Kotz, CEO da Holding Grupo X, essa equação passa antes de tudo por gestão interna de qualidade. “A disciplina financeira segue como fator central para empresas que querem se destacar”, afirma. Segundo ele, em um cenário de capital caro e seletivo, cada movimento estratégico precisa ser calculado com base em dados sólidos e processos bem estruturados. É a única forma de evitar decisões impulsivas e proteger a saúde financeira a longo prazo, mesmo sob pressão externa.
Empresas com finanças desorganizadas e processos frágeis não apenas deixam de aproveitar oportunidades, como se tornam mais expostas a crises. Essa vulnerabilidade pode ser fatal mesmo em mercados que continuam crescendo, pois a falta de planejamento cria um efeito dominó: atrasos em pagamentos, perda de credibilidade com fornecedores, dificuldade de acesso a crédito e, no fim, perda de espaço para concorrentes mais estruturados. Kotz lembra que, apesar de a alta de juros e a instabilidade macroeconômica serem vilões fáceis de apontar, o problema real de muitas companhias está no próprio funcionamento interno. “Capital de giro, gestão de recebíveis e organização interna não são apenas suporte, mas motores de competitividade”, diz.
Na visão do executivo, investir em cultura organizacional e preparar lideranças não é luxo, mas estratégia de sobrevivência. Kotz destaca que companhias com líderes capazes de enxergar além da crise transformam obstáculos em vantagens. Elas não esperam o mercado se estabilizar para agir, reposicionam produtos, renegociam contratos, buscam novos canais e, muitas vezes, crescem justamente quando outros estão recuando. Esse comportamento proativo, segundo ele, fortalece a reputação, atrai talentos e gera confiança em clientes e investidores. É o oposto da gestão reativa, que age apenas quando o problema já comprometeu o caixa ou a operação. Para Kotz, quem trata disciplina financeira, eficiência operacional e liderança como prioridades constrói negócios capazes de atravessar qualquer ciclo econômico e sair fortalecidos. “Os que ignoram esses pilares permanecem reféns de fatores externos, sempre reagindo às mudanças, em vez de ditar o próprio rumo”.
Sobre o Grupo X
Fundado em 2021, o Grupo X é o maior hub de educação empresarial do Brasil. Com foco em transformar o cenário econômico nacional, gerar mais empregos e proporcionar crescimento sustentável para empresas de todos os portes. Com um ecossistema multifacetado e metodologia própria, a holding atua por meio de programas voltados à capacitação estratégica de empresários e gestores em áreas como negócios, marketing digital, liderança, networking e inteligência financeira. Nos últimos 12 meses, o Grupo X registrou um faturamento de R$ 30 milhões, alcançando um valuation estimado em R$ 150 milhões. Desde sua fundação, já impactou mais de 167 mil empresas em todo o país, com mais de R$ 350 milhões em faturamento acumulado por seus mentorados.
Liderado por Jorge Kotz, o Grupo X é composto por marcas como X Business, X Diamond Club, Maestria Empresarial, Formação em Marketing Estratégico, Business 10X e Conselho X, que reúnem mentorias, treinamentos, consultorias personalizadas e eventos imersivos com aplicação prática, direcionados à evolução de empresas e ao desenvolvimento contínuo de seus líderes. Além da atuação nacional, o Grupo X já realizou eventos e mentorias em países como México, Argentina e Uruguai, e mantém planos de expansão para Chile e Inglaterra, ampliando sua presença internacional e capacidade de entrega em mercados estratégicos.
