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Do desafio à transformação: por que a migração para S/4HANA exige a integração de pessoas e processos (não apenas de tecnologia)

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Jenner Marques-Créditos da foto: Divulgação
Jenner Marques-Créditos da foto: Divulgação

* Por Jenner Marques, CEO da EVOX

Existe uma verdade incômoda no atual universo da tecnologia corporativa: toda migração de sistema de gestão é um processo desafiador. 

Quando falamos especificamente sobre a tecnologia SAP, o encerramento do suporte ao SAP ERP Central Component (ECC) e a obrigatoriedade de migração para S/4HANA nos colocam em um momento decisivo: a questão crucial para as empresas deixa de ser “será que vamos migrar”, mas sim de “quando migrar” e, principalmente, de “como migrar para S/4HANA”. 

Neste cenário, surge um discurso comercial que pode ser perigoso, com o risco de mascarar a complexidade real da jornada tecnológica: “é possível realizar essa transição de forma tranquila e indolor”. Isso não existe.

É hora de considerarmos que a migração SAP não é um simples upgrade  e  envolve um desafio que não é apenas técnico. Ele é, sobretudo, humano.

Qual é o nível de sensibilidade na migração?

O processo é altamente complexo, no qual a diferença entre o sucesso e o fracasso se dá pela forma que as empresas enfrentam tais desafios. 

Migrar para SAP S/4HANA exige uma compreensão profunda de diversos componentes críticos, tais como:

  • Lidar com integrações que sustentam a operação, com regras de processos consolidados há anos e com uma estrutura que reflete a história da empresa.
  • Risco evidente de paralisar operações críticas, com desgaste inevitável entre as áreas técnica e de negócios. 
  • Resistência natural das equipes à mudança, uma vez que os colaboradores que dominavam a plataforma anterior passam a se deparar com uma nova curva de aprendizado.

Dessa forma, o segredo está em transformar a curva de aprendizado em um recurso de crescimento, ao invés de um obstáculo. A mentalidade deve evoluir de “como customizamos o sistema para nos atender” para “como podemos nos adaptar aos processos inteligentes e padronizados que a nova plataforma oferece”. 

A grande armadilha aqui é o temido “lift and shift“, que consiste em copiar o legado para a nova plataforma. Essa escolha, embora pareça mais prática, impede que a empresa simplifique processos e ganhe agilidade. 

Por isso, o SAP S/4HANA exige mais do que migrar dados. Ele demanda mudança de paradigma ao repensar processos para transformar a customização excessiva na padronização inteligente que o novo cenário digital oferece.

Quatro práticas que levam ao sucesso na migração para SAP S/4HANA

Para superar o desafio da migração e realmente obter os benefícios do SAP S/4HANA em relação ao SAP ECC, por meio da análise de dados em tempo real (o que torna o ambiente de negócios mais dinâmico e responsivo) e maior segurança operacional, as empresas devem seguir quatro práticas:

  1. Diagnóstico profundo e planejamento estratégico: é preciso mapear processos, dependências, gargalos e riscos antes de qualquer interferência no sistema.
  2. Simulação e testes: feito o diagnóstico, é necessário iniciar o uso inteligente de ambientes “sandbox” (caixa de areia), permitindo que a equipe antecipe falhas, valide processos e, o mais importante, crie confiança antes do go-live. Testar é a palavra de ordem nesta etapa.
  3. Governança multidisciplinar: é o passo que sustenta toda a migração. Um comitê de governança com representantes da área de tecnologia, da área de negócio e da liderança executiva é vital para alinhar expectativas, tomar decisões ágeis e garantir que o negócio seja a prioridade sobre  a tecnologia, e não o contrário.
  4. Inteligência e automação: reduz o retrabalho, os erros e, consequentemente, evita as inconsistências que, se não corrigidas, podem se tornar motivo para conflitos entre as equipes. 

Com estes quatro passos, as empresas também ganham eficiência e produtividade para, posteriormente, conquistar a tão desejada vantagem competitiva sustentável.

Qual o resultado? Uma empresa fortalecida em seu mercado

Ao integrar pessoas e processos, a cultura digital é fortalecida. A empresa passa a ter operação mais ágil e preparada para futuras transformações, fazendo a migração desafiadora se tornar um exemplo de maturidade tecnológica e corporativa. 

Em um cenário de negócios onde a velocidade é um diferencial, o verdadeiro “prêmio” por realizar a migração com excelência não é apenas ter o S/4HANA operando, mas sim o fortalecimento de uma empresa, que passa a operar de forma preditiva, não reativa.

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