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Negócios

Do mocho ao comando, o movimento que ensina dentistas a pensar como empresários

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Sabrina Balkanyi - Créditos da foto: Divulgação
Sabrina Balkanyi – Créditos da foto: Divulgação

Em um setor que movimenta bilhões por ano, profissionais  descobrem que o verdadeiro diferencial está na gestão, no networking e na força de comunidades que compartilham desafios reais

Enquanto o Brasil concentra mais de 426 mil dentistas registrados no CFO, segundo dados recentes do Censo da Odontologia realizado em parceria com a ABIMO, apenas 68% dos brasileiros declararam ter consultado um dentista no último ano . Somente 23% desses atendimentos foram via SUS. 

Nesse cenário paradoxal de alta oferta profissional, mas baixa penetração efetiva,  surge um alerta contundente para a categoria, não basta dominar a técnica clínica. É indispensável agir como gestor, participar de comunidades estratégicas e buscar mentorias compostas por profissionais que vivenciam os desafios do setor diariamente.

Para Sabrina Balkanyi, dentista formada pela USP, empresária e mentora de clínicas, essa transição  de mentalidade é determinante para quem quer garantir longevidade e relevância clínica, assim como crescer de forma sustentável. “Ser dentista não é só tratar dentes, mas sim liderar processos, motivar equipes, precificar corretamente, captar pacientes e construir uma marca”, afirma.

Os dados que expõem o gap entre técnica e gestão

O Censo da Odontologia 2023–2024 entrevistou 2.979 dentistas, com recortes regionais ponderados, e revelou alguns pontos críticos para o setor. 

  • Apesar do grande número de dentistas no país, a desigualdade regional no acesso permanece latente, o que evidencia que muitos consultórios não atuam com estratégia territorial ou perfil de oferta alinhada ao público local.
  • A pesquisa de demanda de serviços aponta que uma parcela expressiva desses profissionais enfrenta dificuldades para consolidar fluxo regular, especialmente por falhas em estratégias de marketing ou retenção de pacientes.

Mentorias e comunidade: catalisadores de diferenciação e maturidade

Para Sabrina, o divisor de águas não é apenas a capacitação individual,  é a força da mentoria composta e do networking entre colegas que conhecem o cotidiano da profissão. “Quando você pertence a um grupo de dentistas que lidam com faturamento, fluxo, reclamações de pacientes, rotinas de equipe, você refina sua visão e encurta o caminho dos erros”, diz.

Ela defende que uma mentoria composta, ou seja, um programa com vários participantes que trazem perguntas, experiências e resultados  dispara resultados mais rapidamente do que mentorias individuais isoladas. “Você aprende com seus pares, absorve casos reais de quem está no campo e sai com modelo de ação aplicável à sua realidade”, completa.

O Clube do Livro Além da Técnica, que inicia novo ciclo em outubro, propõe essa convivência entre dentistas atuantes que desejam mais do que técnica: querem protagonismo estratégico. No programa, discussões entre os participantes e aplicação prática dos conceitos transformam a mentoria em comunidade. É o aprendizado colaborativo que, segundo Sabrina, empodera gestores clínicos.

Impacto prático e caminhos estratégicos para 2026

Sem modismos, as clínicas que sobrevivem e prosperam no médio prazo são aquelas que combinam técnica, gestão e cultura de rede. Algumas medidas que Sabrina recomenda:

  • Diagnóstico realista de operação: mapear gargalos clínicos, financeiros e de atendimento.
  • Participação ativa em comunidades: estar em redes de dentistas permite benchmarking, trocas de métricas e suporte mútuo.
  • Mentorias compostas com foco no “business real”: ideal que os mentores e companheiros já vivam a rotina clínica + gestão.
  • Autonomia de marca: mesmo que atue em franquias ou redes, manter identidade local e poder de decisão.
  • Implementação gradual de indicadores estratégicos: ticket médio, taxa de conversão, custo por aquisição de paciente, retorno do investimento em marketing, retenção de pacientes.

Para Sabrina Balkanyi, 2026 será o ano daqueles que já entenderem que seus consultórios são empresas e que sua mentalidade deve acompanhar esse salto. Ela reforça, “a técnica abre portas, mas a gestão e a rede sustentam o negócio. Quem não unir esses mundos, verá as portas se fecharem mesmo com a agenda cheia”, conclui.

Sobre Sabrina Balkanyi

Sabrina Balkanyi é dentista formada pela USP, empresária e mentora de dentistas. Há mais de 20 anos dedica-se a construir uma odontologia humana, com foco em transformar vidas por meio de sorrisos. Seu propósito é formar profissionais que, além de excelentes clínicos, também sejam grandes empresários da própria trajetória. Hoje atua 100% na gestão de suas unidades odontológicas, liderando áreas como estratégia, finanças, vendas, captação de pacientes e marketing. Também desenvolve produtos digitais cursos, mentorias, imersões e o Clube do Livro Além da Técnica, voltado a dentistas e profissionais autônomos que desejam fortalecer a gestão de seus negócios.

Para mais informações, visite o site oficialLinkedin ou o Instagram.

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