Após captação de R$ 70 milhões liderada pelo Valor Capital Group, a estimativa é de mais de 200 mil pedidos processados dentre as 40 marcas já no portfólio da empresa
A Dolado, ecossistema de soluções para o crescimento de marcas em marketplaces, anuncia uma projeção anualizada de R$ 90 milhões em vendas intermediadas nos principais marketplaces do país até dezembro deste ano. A empresa estima processar mais de 200 mil pedidos ao longo do ano, operando com um portfólio de mais de 40 marcas ativas distribuídas em quatro marketplaces relevantes, incluindo Mercado Livre, Amazon e Shopee. Segundo o cofundador e CEO, Guilherme Freire, a novidade aproxima a organização de um break-even operacional.
A operação é sustentada por um centro de fulfillment próprio de 5.000 m², além de tecnologia proprietária e um time dedicado à execução logística e comercial. “Captamos R$70 milhões liderados pelo Valor Capital Group. Com essa estrutura, as novas projeções se tornaram possível”, afirma Guilherme.
Além do crescimento em volume, a companhia também avança em eficiência financeira. A ideia é atingir fluxo de caixa positivo até o fim de 2026, indicando o esperado break-even operacional.
O que a Dolado soluciona
“A indústria brasileira é sub-representada nos marketplaces. A principal barreira é o conflito de canal com distribuidores tradicionais, que ainda concentram a maior parte das vendas”, afirma Freire. Segundo o executivo, a explicação é simples: “quando fabricantes tentam atuar diretamente em plataformas digitais, enfrentam resistência de parceiros comerciais. Como consequência, muitos deixam de entrar ou operam de forma pouco estruturada. Nesse espaço, revendedores não autorizados assumem a presença digital das marcas, frequentemente com baixa qualidade de conteúdo, precificação inconsistente e ausência de pós-venda adequado” detalha.
“A indústria brasileira fatura R$2,5 trilhões por ano, mas uma fração ínfima desse volume escoa pelo digital. E não é por falta de demanda, 70% dos consumidores preferem comprar em marketplaces. É por medo de conflito de canal”, ressalta o CEO, citando dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Esse descompasso se torna mais evidente quando comparado ao crescimento do ecommerce. Apesar do volume total de R$ 258 bilhões de movimento projetado no comércio eletrônico em 2026 pela ABComm, uma parcela relevante não corresponde diretamente à produção industrial nacional, incluindo produtos importados, operações cross-border e vendas informais.
“Enquanto a marca hesita, revendedores não autorizados já estão nos marketplaces. A marca perde controle da sua própria narrativa digital. A Dolado nasceu para resolver isso, e nosso próprio crescimento indica que estamos no caminho certo”, conclui o CEO.

