
Eduardo Garay, CEO da plataforma de câmbio TechFX, avalia as vantagens e desvantagens de manter reservas em real, dólar e euro em tempos de incerteza econômica
Com o dólar acumulando queda de 10% em 2025, reflexo da crescente aversão ao risco fiscal nos Estados Unidos, do rebaixamento da nota de crédito do país e da reconfiguração global do apetite dos investidores, muitos brasileiros têm se perguntado: qual é a melhor moeda para proteger o patrimônio e manter o poder de compra ao longo do tempo?
Segundo Eduardo Garay, CEO da plataforma de câmbio TechFX, a escolha da moeda para guardar dinheiro vai muito além do simples hábito de poupar, ela pode ser decisiva para o futuro financeiro. “Guardar dinheiro apenas em real pode ser um erro de estratégia. A combinação entre real e uma moeda forte, como o dólar ou o euro, protege o investidor da desvalorização cambial e ainda oferece liquidez e segurança em diferentes contextos econômicos”, explica o especialista.
Em um cenário de inflação persistente e alta volatilidade do real, o dólar e o euro despontam como opções mais estáveis, exigindo uma estratégia cuidadosa para proteger o patrimônio. A decisão, portanto, deve considerar três fatores principais: a estabilidade da moeda, já que moedas fortes tendem a resistir melhor a crises econômicas e políticas; os objetivos financeiros de quem poupa, como viagens, investimentos internacionais ou a simples preservação de valor; e, por fim, a liquidez e o acesso aos recursos, pois é essencial poder movimentar a reserva com agilidade e baixo custo.
Para Garay, moeda por moeda, há pontos importantes a considerar. “O real, embora útil para emergências e despesas do dia a dia, sofre com alta volatilidade, inflação e riscos políticos”, reforça. Ainda assim, sua liquidez e a isenção de impostos em certos investimentos justificam manter parte da reserva nessa moeda. “O real tem seu papel dentro de uma estratégia diversificada. Ele garante acesso rápido aos recursos e simplicidade nas transações cotidianas”, reitera.
Já o dólar, mesmo com a recente desvalorização, que acumula queda de 10% em 2025, continua sendo a principal moeda global, amplamente utilizada em negociações internacionais. Ele oferece proteção contra crises e alta liquidez, embora esteja sujeito a taxas e impostos sobre movimentações. “Apesar da perda recente, o dólar ainda é visto como porto seguro. Em momentos de instabilidade, investidores recorrem a ele como forma de proteger patrimônio”, afirma Garay.
O euro, por sua vez, é a segunda moeda mais utilizada no mundo, com menor volatilidade e forte presença no mercado europeu. Pode ser uma escolha estratégica para quem pretende estudar, viajar ou investir na Europa. “O euro é uma opção interessante para quem tem planos ou conexões com o mercado europeu. Ele oferece estabilidade e pode ser uma boa proteção cambial no longo prazo”, completa o executivo.
Sobre a TechFX
A TechFX é a principal plataforma de câmbio do Brasil especializada na conversão de pagamentos para profissionais PJ que prestam serviços a empresas do exterior. Lançada em Porto Alegre (RS) no ano de 2022, a empresa possui mais de 4 mil clientes ativos em sua base e já realizou mais de R$ 1,5 bilhão em transações financeiras. Com a taxa mais competitiva do mercado, a fintech totaliza até o momento uma economia de R$ 6 milhões na conversão de pagamentos em moedas estrangeiras.
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