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Dr. Marcio Luís Velter Filho autoridade médica em meio ao ruído do skincare digital

Créditos da Foto: Divulgação

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Em um cenário dominado por tendências virais, promessas milagrosas e ativos “da moda”, o nome de Dr. Marcio Luís Velter Filho surge como referência quando o assunto é ciência aplicada à pele. Com posicionamento firme e linguagem acessível, ele defende uma dermatologia baseada em evidência — aquela que respeita estudos clínicos, mecanismos biológicos e segurança do paciente acima de qualquer hype de rede social.

Nesta entrevista exclusiva, o médico esclarece pontos fundamentais que todo paciente deveria entender antes de investir em qualquer produto ou tratamento.

O que a ciência realmente comprova sobre o PDRN (extraído do esperma do salmão)?

O PDRN (polidesoxirribonucleotídeo), substância derivada do DNA do salmão, ganhou popularidade nos últimos anos com a promessa de regeneração celular intensa. Mas o que há, de fato, de comprovação científica?

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Segundo Dr. Marcio Luís Velter Filho, o PDRN apresenta estudos que indicam potencial efeito cicatrizante, principalmente por ativação de receptores envolvidos na regeneração tecidual e na modulação inflamatória. “Ele não é um ingrediente mágico. É um ativo com mecanismo específico, que pode ser útil em protocolos bem indicados, mas precisa de critério médico”, explica.

O especialista reforça que a indicação deve considerar tipo de pele, queixa principal e associação com outros tratamentos. “Quando usado de forma estratégica, pode contribuir. Quando usado apenas porque viralizou, vira desperdício.”

Cosmético, dermocosmético e medicamento: qual é a diferença real?

Uma das maiores confusões do consumidor está na classificação dos produtos.

Dr. Marcio esclarece:
• Cosmético: produto de ação superficial, voltado principalmente para limpeza, hidratação básica e perfumação.
• Dermocosmético: possui ativos com maior embasamento técnico e concentração mais relevante, porém ainda não é classificado como medicamento.
• Medicamento dermatológico: tem registro específico, comprovação terapêutica robusta e indicação para tratar doenças.

“A diferença não está só no marketing. Está na finalidade, no nível de estudo clínico e na regulamentação. Nem todo produto caro é medicamento, e nem todo medicamento precisa ser caro”, pontua.

Mitos e verdades sobre skincare viral das redes

A era do TikTok transformou rotinas dermatológicas em entretenimento. Mas nem tudo que viraliza é seguro.

Dr. Marcio destaca alguns pontos críticos:
• Misturar múltiplos ácidos sem orientação pode comprometer a barreira cutânea.
• Receitas caseiras não substituem formulações estáveis e testadas.
• Produtos importados “milagrosos” nem sempre seguem regulamentação local.

“O problema não é testar novidade. O problema é testar sem critério”, resume.

Erros mais comuns na rotina de cuidados com a pele

Na prática clínica, o médico observa falhas recorrentes:
• Excesso de produtos ao mesmo tempo
• Falta de protetor solar diário
• Troca constante de rotina antes de avaliar resultados
• Uso de ativos fortes sem necessidade

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“Muitas peles não estão ruins por falta de produto, mas por excesso deles”, afirma.

Skincare baseado em evidência vs. tendências de TikTok

A diferença central, segundo Dr. Marcio Luís Velter Filho, está na hierarquia da decisão.

Enquanto tendências nascem do engajamento, o skincare baseado em evidência nasce da literatura científica. Estudos clínicos, meta-análises e consenso médico ainda são e devem continuar sendo o principal norte.

“A pele não precisa de tendência. Precisa de estratégia”, conclui.

Em um mercado que fatura bilhões e cresce impulsionado por algoritmos, a presença de médicos que assumem o papel de educadores é fundamental. Dr. Marcio Luís Velter Filho não apenas realiza procedimentos; ele forma pacientes mais conscientes, críticos e seguros.

E talvez essa seja a verdadeira revolução estética: informação com responsabilidade.

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