O terapeuta e acompanhante terapêutico Dr. Sandro Barros chama atenção para um tema que continua sendo tabu, mas que precisa ser enfrentado com seriedade: a dependência química e suas raízes emocionais.
Segundo o especialista, o uso de substâncias psicoativas, como álcool e drogas ilícitas, muitas vezes surge como uma tentativa de aliviar dores psíquicas profundas — e não apenas como busca por prazer. “O indivíduo tenta silenciar angústias e reorganizar um eu fragmentado. A droga, nesse contexto, funciona como uma auto-medicação mal calibrada, que mascara o sofrimento e agrava o quadro emocional”, explica.
A neurociência, reforça o Dr. Sandro, tem demonstrado o que a prática clínica há muito tempo observa: existe uma psicopatologia dual, em que transtornos como depressão, ansiedade, bipolaridade, TDAH e traços borderline frequentemente caminham lado a lado com o uso abusivo de substâncias.
“Esse ciclo é perigoso e exaustivo. O que começa como alívio temporário se transforma em dependência. O cérebro, ao tentar se adaptar, sofre alterações químicas significativas, e a substância deixa de gerar prazer, passando apenas a evitar o sofrimento”, destaca o terapeuta.
Para o Dr. Sandro Barros, o enfrentamento da dependência química exige um olhar multidisciplinar. “Não basta apenas tratar o vício. É preciso compreender a dor que está por trás dele, com acompanhamento psiquiátrico, psicológico, terapêutico e suporte social. O verdadeiro tratamento envolve acolhimento, vínculo afetivo e espaço de fala — algo que nenhuma substância é capaz de oferecer”, afirma.
Ele conclui lembrando que valorizar a saúde mental é também valorizar a vida:
Dr Sandro Barros

