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“É hora das empresas se prepararem, apertarem os cintos para crise que vem aí”, afirma o economista Douglas Duek

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Para o especialista, previsões de recessão mundial reforçam a atenção que as empresas devem ter neste ano.

POR: Atitude com

“É hora das empresas se prepararem, apertarem os cintos para enfrentarem a crise que vem por aí”, é com essa frase que o consultor especializado em reestruturação de empresas, Douglas Duek, chama atenção para o cenário econômico mundial. Há uma série de indícios de uma recessão e o Brasil não vai passar despercebido nesta crise.

Os sinais já são evidentes por aqui. Dentre as dificuldades que as empresas já enfrentam está a alta da Taxa Selic, que teve novo reajuste aprovado. A taxa agora é de 13,75% ao ano e com previsão de chegar em 14% no mês que vem.

“As empresas médias que já estão em situação complicada com a Selic nos patamares atuais, serão jogadas na lona. Empresas que, historicamente, captam dinheiro em média de CDI + 10% ao ano, e já pagaram nominalmente 18 meses atrás cerca de 12% ao ano, como farão agora?”

Vale ressaltar que as micro e pequenas empresas que utilizaram a linha de crédito no Pronampe também serão impactadas. Isso porque a taxa de juros dessa linha é prefixada à Selic. E, por isso, as parcelas têm ficado mais caras cada vez que há a elevação da taxa. Vale para os contratos antigos ou novos.

“Mais do que nunca, as empresas terão de colocar tudo na ponta do lápis. Saber à risca todos os seus custos, o fluxo de caixa, como equilibrá-los e pensar muito bem sobre a necessidade de crédito bancário”, afirma.

O aumento da taxa Selic tenta desacelerar o consumo para derrubar a inflação. As empresas, por sua vez, sentirão os impactos na venda de seus produtos.

Atrelado a isso, já é sentido que o aumento nos preços dos insumos, reduz a margem de lucro das empresas, que dificilmente conseguem repassar esses reajustes para o valor de seus produtos e serviços.

“No momento é preciso: evitar projetos de crescimento que dependem de riscos. Estar mais enxuto para se preparar. As empresas que já têm um endividamento alto devem buscar soluções como: renegociar seus contratos atuais, com redução de juros total e melhores prazos – é preciso reduzir ou otimizar o capital investido para que a operação seja mais eficiente com custos mais baixos e melhor retorno; buscar um sócio investidor onde o capital levantado pode amortizar as dívidas da empresa e minimizar os riscos;  Renegociação com fornecedores também pode ser uma solução: analisar o fluxo de pagamento (desconto por quitar a curto prazo ou extensão do prazo para aliviar o caixa num primeiro momento) ou até estudar a recuperação judicial em casos mais graves e com mais credores difíceis para alongar suas dívidas, em um grande pacotão da renegociação”, sugere o consultor.

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