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Edtech atrai pais que buscam plataformas infantis mais seguras em meio ao avanço das telas

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Edtech criada pela empreendedora baiana Paloma Almeida combina curadoria pedagógica, ambiente sem anúncios e controle familiar; plataforma já soma mais de 10 mil assinantes

O avanço do consumo digital entre crianças abriu espaço para um mercado que tenta responder a uma preocupação crescente das famílias: como garantir que o tempo de tela seja seguro e tenha conteúdo adequado para cada faixa etária. Foi a partir dessa percepção que a empreendedora baiana Paloma Almeida criou a Cordeirinho TV, plataforma voltada a crianças de 0 a 10 anos.

Cirurgiã-dentista de formação, Paloma começou a carreira empreendendo com uma agência de publicidade em Salvador. A experiência em marketing e gestão, somada à observação do mercado e à vida familiar, levou à criação da plataforma. A proposta é reunir entretenimento e conteúdo educativo em um ambiente fechado, sem anúncios e com curadoria pedagógica.

A Cordeirinho TV oferece desenhos, quizzes, histórias formativas e conteúdos voltados ao desenvolvimento de competências socioemocionais. Também disponibiliza ferramentas de controle familiar, que permitem aos responsáveis acompanhar o tempo de tela e selecionar os conteúdos acessados.

O negócio acompanha a expansão do mercado global de edtechs. O setor movimentava cerca de US$ 123 bilhões em 2022 e tem projeção de alcançar US$ 348 bilhões até 2030, impulsionado pela busca por plataformas de aprendizado seguro e interativo. No Brasil, o consumo de streaming e de assinaturas digitais por nicho também contribui para a expansão do segmento.

A proposta encontrou espaço entre famílias e instituições de ensino. Cleide Alves, vice-diretora do Colégio São Rafael, em Salvador, afirma que a curadoria pedagógica da plataforma pode funcionar como extensão do projeto desenvolvido pelas escolas, ao estimular competências socioemocionais e valores éticos de forma lúdica.

Projeto já ultrapassou 10 mil assinantes

A Cordeirinho TV também apresenta resultados comerciais. O ecossistema digital reúne mais de 45 mil seguidores nas redes sociais e ultrapassou 10 mil assinantes. Em períodos de lançamento, a operação chegou a faturar cerca de R$ 150 mil em sete dias, com aproximadamente 3 mil novos assinantes no período. O desempenho rendeu premiações por volume de transações em plataformas como Kiwify e Perfect Pay.

Depois de validar o modelo direto ao consumidor, Paloma ampliou as fontes de receita. A Cordeirinho TV passou a fornecer materiais pedagógicos e audiovisuais para escolas parceiras e iniciou a estruturação de contratos com empresas interessadas em oferecer a plataforma como benefício educacional e familiar aos colaboradores.

O movimento acompanha a busca das empresas por benefícios relacionados ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Nesse modelo, a plataforma deixa de ser apenas um serviço voltado diretamente às famílias e passa a integrar estratégias de instituições de ensino e empresas.

A trajetória de Paloma, que começou na área da saúde e passou por publicidade, marketing e gestão digital, resultou em um negócio de educação infantil baseado na combinação entre tecnologia, conteúdo e segurança digital.

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