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Educação movimenta R$ 16,4 bilhões em franquias e reforça expansão do setor no Brasil

Créditos da foto: Divulgação

O avanço das franquias educacionais no Brasil reflete uma combinação de fatores que vão da profissionalização da gestão escolar à busca por modelos de ensino replicáveis.

Em meio à transformação do mercado educacional brasileiro e à crescente busca por modelos de ensino estruturados, o setor de franquias de educação segue em expansão no país. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento movimentou R$ 16,4 bilhões em 2025, com crescimento de 5,7% no acumulado do ano.

O avanço ganhou força no último trimestre, quando o setor registrou alta de 11,1%, sinalizando aceleração na procura por serviços educacionais padronizados e modelos pedagógicos escaláveis. Dentro do universo do franchising, a educação representa hoje 7% das marcas entre as 50 maiores redes do país e 8% entre as 20 maiores microfranquias, indicando o peso crescente do segmento no mercado.

Para especialistas e empresários do setor, o movimento reflete uma mudança mais ampla no comportamento das famílias e também dos investidores. Em um cenário de incerteza econômica, a educação passou a ser vista como um setor de longo prazo, menos sujeito às oscilações típicas de outros segmentos de consumo.

Esse contexto tem impulsionado a expansão de redes educacionais pelo país. Segundo Philip Murdoch, fundador da Legacy School, o crescimento recente está ligado à combinação entre demanda por inovação pedagógica e interesse de empreendedores pelo modelo de franquias educacionais.

“O setor respondeu com maturidade e consistência nos últimos anos. Encerramos 2025 com crescimento de 45% em relação ao ano anterior, alcançando 34 unidades em operação e novos contratos firmados”, afirma.

De acordo com ele, a rede iniciou 2026 com 51 escolas em funcionamento, após a preparação de 17 novas unidades para abertura. A meta é chegar a 70 escolas até 2027, ampliando a presença em diferentes regiões do país.

Para Murdoch, o avanço do setor revela uma mudança de percepção sobre o papel da educação no mercado. “Famílias e investidores passaram a enxergar a educação como um investimento de longo prazo, com impacto social e sustentabilidade econômica. O crescimento é reflexo dessa nova mentalidade”, diz.

A tendência acompanha um movimento mais amplo de profissionalização e consolidação das redes educacionais, que buscam padronização pedagógica, inovação tecnológica e modelos replicáveis para expandir presença no território nacional.

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