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Sustentabilidade

Empresas apostam na sustentabilidade como estratégia de vendas e fidelização de clientes

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Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

A sustentabilidade está ganhando um novo espaço nas estratégias empresariais: o de motor para vendas e fidelização de clientes. Para Eduardo Nascimento, CEO da Minha Coleta, startup que atua com soluções em logística reversa e gestão de resíduos, o desafio atual das companhias é justamente conectar as iniciativas ambientais às áreas de marketing e relacionamento com o consumidor. O movimento de adoção de práticas ESG já é uma realidade no país: segundo estudo da Amcham Brasil, cerca de 71% das empresas brasileiras já implantaram alguma iniciativa relacionada ao tema, um aumento de 24% em relação ao ano anterior. Mas, segundo o executivo, o problema agora é outro: garantir que essas ações não fiquem restritas ao discurso e gerem, de fato, impacto nos resultados de negócios.

“Projetos ambientais descontinuados por falta de apoio interno ainda são comuns. Muitas boas ideias travam porque não demonstram impacto direto na percepção da marca ou no engajamento dos clientes”, afirma o executivo. Segundo ele, a integração entre ESG, marketing e vendas é fundamental para transformar ações sustentáveis em ativos estratégicos de negócios.

Empresas de gestão de resíduos e indústrias de bens de consumo têm sentido essa pressão com mais intensidade. De um lado, enfrentam a necessidade de otimizar rotas, garantir conformidade ambiental e buscar novos contratos. Do outro, precisam cumprir metas de logística reversa e ESG, aumentar a rastreabilidade da cadeia e engajar os consumidores em jornadas sustentáveis.

“Clientes engajados geram valor ao longo do tempo. Um consumidor que volta à sua marca para fazer o descarte correto dos resíduos consumidos demonstra confiança, conexão e engajamento com aquilo que a empresa representa”, destaca Eduardo.

Logística reversa como ferramenta de relacionamento

Dentro desse cenário, os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), tanto físicos quanto digitais, têm ganhado papel estratégico. Mais do que espaços para descarte, eles podem funcionar como canais de comunicação direta e relacionamento com o consumidor. Para Nascimento, há três caminhos principais que as empresas podem adotar para tornar esse processo mais eficiente e engajador. “O primeiro passo é digitalizar os PEVs, integrando-os aos CRMs para garantir um contato contínuo com o consumidor que realiza o descarte. Depois, ampliar os pontos de coleta por meio de parcerias, reduzindo custos e aumentando a capilaridade. Por fim, associar os pontos de coleta a programas de benefícios e fidelidade, incentivando o comportamento sustentável e fortalecendo o vínculo com a marca”, detalha o CEO da Minha Coleta.

A proposta, segundo Eduardo, é clara: tornar a sustentabilidade uma ponte para resultados tangíveis. “A sustentabilidade pode e deve  ser mais do que uma obrigação regulatória. Ela pode ser uma alavanca poderosa de vendas e relacionamento”, afirma.

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