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Empresas brasileiras apostam em humanização e dados para  utilizar o trabalho automatizado a seu favor

Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

Com base em métricas de diversidade e bem-estar psicológico, organizações alinham inovação à cultura de pertencimento como resposta à era da automação

Na contramão de discursos que tratam a automatização como sinônimo de eficiência desumanizada, empresas brasileiras têm investido em estratégias que conciliam tecnologia e inclusão. A humanização do trabalho, com foco em pertencimento, saúde mental e diversidade, desponta como resposta às transformações trazidas pela inteligência artificial e pela robotização de processos.

A CEO da PlurieBRLaura Salles, professora do MBA de ESG da Saint Paul e especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Universidade Cornell, avalia que a era da automatização exige um novo modelo de liderança e cultura corporativa. “Estamos falando de um contexto em que a tecnologia não pode substituir o olhar humano. O desafio é criar processos menos transacionais e mais inspiracionais, em que escuta, cuidado e pertencimento guiem a experiência das pessoas colaboradoras”, afirma.

Fundada por ela, a startup é a primeira plataforma SaaS do Brasil dedicada à gestão de dados em tempo real sobre diversidade e inclusão. A marca lançou, em maio deste ano, uma pesquisa inédita que cruza informações sobre riscos psicossociais com indicadores de desempenho, rotatividade e clima organizacional. A ferramenta é também uma resposta às exigências da nova versão da NR-01, norma que passa a obrigar as empresas, a partir de 2026, a mapear fatores de risco relacionados à saúde emocional no trabalho.

De acordo com dados preliminares da plataforma, organizações que já utilizam os módulos de mensuração e escuta estruturada há mais de seis meses registraram aumento na fidelização de talentos diversos e queda nos índices de assédio, além de melhora na reputação em sites como Glassdoor.

Laura destaca que o futuro do trabalho passa, necessariamente, por ambientes emocionalmente seguros. “Pertencimento, diversidade e saúde mental não são temas isolados. Eles se entrelaçam e impactam diretamente os resultados. Diversidade que não se conecta com dados e decisões estratégicas vira apenas discurso. A inclusão só é real quando tem impacto mensurável”, explica.

A busca por equilíbrio entre automação e autenticidade esteve no centro do painel “Automation vs. Authenticity: How to Humanize Tech at Scale”, conduzido por Laura no Web Summit Rio 2025. O evento reuniu mais de 34 mil participantes e reforçou a inclusão como pilar de inovação no setor de tecnologia. “A inovação acontece quando a tecnologia potencializa o trabalho das pessoas e atua na eficiência de processos, vale lembrar que tecnologia é uma ferramenta, e deve nos apoiar” defendeu a CEO.

Dados de mercado corroboram a relevância da diversidade como fator de desempenho. Segundo estudo da McKinsey & Company, empresas com maior diversidade étnica em cargos de liderança têm 33% mais chances de superar concorrentes em lucratividade. Organizações com equilíbrio de gênero na alta gestão têm 21% mais chances de obter resultados acima da média.

Para além da inclusão como valor social, Laura aposta na chamada “meritocracia inclusiva”, conceito que reconhece trajetórias diferentes como parte da avaliação de desempenho. “Uma pessoa que saiu do dois e chegou ao oito e meio pode ter feito um esforço maior do que quem saiu do oito e chegou ao nove. Só que ainda olhamos apenas o número final. Isso precisa mudar”, alerta.

Enquanto empresas globais como Meta, Amazon e Google recuam em políticas de diversidade, reduzindo recursos para programas afirmativos, o Brasil se posiciona com protagonismo na integração entre dados, cultura e cuidado humano. Para Laura Salles, esse é o momento de as empresas locais liderarem pela consistência e estratégia. “Diversidade não é pauta de RH. É decisão de negócio”, finaliza.

Sobre a PlurieBR

A PlurieBR é a primeira plataforma SaaS do Brasil especializada em gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP). Com foco em transformar ambientes corporativos por meio de métricas em tempo real e ações direcionadas, a plataforma oferece uma solução robusta e inovadora para empresas que buscam integrar  DEIP em sua cultura organizacional. Fundada por Laura Salles, a PlurieBR utiliza tecnologia para mapear, monitorar e promover iniciativas inclusivas, ajudando organizações de diversos setores a alcançar resultados concretos e sustentáveis na promoção da diversidade e inclusão.

Para mais informações, visite o site oficial, o LinkedIn ou o Instagram.

Sobre Laura Salles 

É fundadora e CEO da PlurieBR, primeira plataforma SaaS de gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, e inclusão e pertencimento (DEIP) do Brasil, que mapeia métricas em tempo real e apoia ações direcionadas nessa área. Laura, que possui mais de oito anos de experiência em gestão de operações, comunicações e pessoas, é formada em hospitalidade, e é  especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Universidade Cornell. Atua também como conselheira de inovação da ACSP, e professora do MBA de ESG da Saint Paul e de cursos de DEI da Trevisan. 

Para mais informações, visite o Linkedin e o  Instagram.

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