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Empresas negociam tarifas, mas ainda perdem economia na gestão das viagens

Créditos da foto: Divulgação

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Com gastos globais projetados em US$ 1,71 trilhão em 2026, empresas ampliam busca por eficiência; Voetur aposta em governança para identificar desvios na aplicação de tarifas negociadas, políticas e créditos de viagens

As viagens corporativas entraram em uma nova fase de pressão sobre os orçamentos. A Global Business Travel Association (GBTA) projeta que os gastos globais do setor alcancem US$ 1,71 trilhão em 2026, enquanto as tarifas aéreas devem subir 4,7% e as diárias de hotéis, 3,7%. Na América Latina, a alta projetada para a hotelaria chega a 9,5%. Com custos maiores e preços mais voláteis, a discussão dentro das empresas começa a ir além de quanto custa uma viagem: é preciso entender quanto da economia negociada está, de fato, sendo capturada na operação.

Uma tarifa corporativa negociada, por exemplo, não representa necessariamente uma economia realizada. O benefício pode ser perdido quando a condição comercial não é aplicada no momento da emissão, quando uma política de viagens não é seguida, quando uma alternativa mais eficiente deixa de ser escolhida ou quando créditos de bilhetes cancelados não são reaproveitados. Em operações com grande volume de transações, pequenas perdas podem se acumular e comprometer uma parcela relevante do orçamento.

“Hoje, não basta saber que a empresa negociou uma boa condição comercial. É preciso conseguir acompanhar se aquilo está chegando à operação. A governança entra justamente nesse espaço entre o que foi planejado e o que efetivamente acontece”, afirma Humberto Cançado, Sócio-Diretor na Voetur.

O gargalo que não aparece no relatório de despesas

A dificuldade está em enxergar o que acontece entre a negociação e a utilização do serviço. Uma empresa pode ter acordos com companhias aéreas e hotéis, regras internas para compra e uma política estruturada de viagens, mas ainda assim não ter visibilidade suficiente para identificar onde existem desvios.

É nesse ponto que a análise de dados ganha relevância. Mais do que apresentar o volume gasto, uma gestão orientada por dados permite cruzar informações da operação para entender se as condições negociadas estão sendo utilizadas, onde as políticas deixam de ser cumpridas e quais oportunidades de economia permanecem escondidas no dia a dia.

Para a Voetur, esse movimento representa uma mudança no próprio papel de uma TMC. A empresa vem ampliando sua especialização em governança de viagens corporativas para atuar não apenas na compra e gestão operacional, mas também na identificação de gargalos que afetam o resultado financeiro dos programas de viagens.

“Existe uma diferença importante entre controlar uma despesa e entender aquela despesa. Quando a empresa consegue identificar por que determinado custo aconteceu, quais regras foram aplicadas e onde houve um desvio, ela passa a ter informação para tomar uma decisão diferente na próxima vez”, explica Humberto.

Diagnóstico transforma operação em inteligência

Como parte dessa estratégia, a Voetur desenvolveu o Diagnóstico de Governança, uma ferramenta gratuita voltada a avaliar diferentes dimensões da gestão de viagens corporativas e identificar pontos de atenção na operação.

A análise considera aspectos como aplicação de acordos comerciais, gestão de créditos, aderência às políticas de viagens e processos que podem gerar perdas ou reduzir a eficiência. A proposta é revelar lacunas que muitas vezes não aparecem em uma análise convencional de despesas.

Na prática, o diagnóstico parte de uma pergunta simples: a empresa consegue comprovar que aquilo que foi negociado está sendo cumprido?

A resposta pode revelar oportunidades que vão além da busca pela tarifa mais barata. Uma empresa pode, por exemplo, ter espaço para melhorar o aproveitamento de créditos, aumentar a aderência a fornecedores estratégicos ou rever processos que fazem com que escolhas mais econômicas não sejam priorizadas.

“A nossa visão é que tecnologia e dados precisam servir à tomada de decisão. O Diagnóstico ajuda a colocar luz sobre pontos que podem estar invisíveis para quem acompanha a operação apenas pelo volume de gastos. A partir dessa visão, a empresa consegue entender onde precisa agir”, afirma Humberto.

De agência de viagens a parceira de gestão

A busca por maior eficiência ocorre em um momento de transformação do mercado de viagens corporativas. Com preços elevados e maior imprevisibilidade, empresas passam a exigir das TMCs não apenas capacidade operacional, mas também inteligência para interpretar dados, antecipar problemas e apoiar decisões.

Nesse contexto, a Voetur Viagens vem aprofundando sua atuação em governança e inteligência de viagens como parte de um processo de especialização. A proposta é combinar tecnologia, conhecimento da operação e análise de dados para ajudar empresas a transformar o programa de viagens em uma fonte de informação estratégica.

“Quando o cenário externo fica mais imprevisível, a empresa precisa ter mais controle sobre aquilo que está ao seu alcance. Não conseguimos controlar o preço do mercado, mas conseguimos ajudar o cliente a entender sua operação, identificar desvios e aproveitar melhor aquilo que já foi negociado”, conclui Cançado.

A mudança desloca o foco da gestão de viagens: em vez de olhar apenas para o preço pago por cada viagem, as empresas passam a olhar para a eficiência de toda a operação. E, em um mercado que movimenta trilhões de dólares, descobrir onde a economia negociada deixa de acontecer pode ser tão importante quanto conseguir uma tarifa menor.

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