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Empresas terão prazo até 2033 para se adaptar à apuração assistida; tecnologia já é oferecida por startups

Divulgação Ulisses Brondi, CEO da ASIS

Divulgação Ulisses Brondi, CEO da ASIS

ASIS Tax Tech cria novo módulo em sua plataforma que permite às organizações se prepararem para o acompanhamento em tempo real de suas operações contábeis e financeiras, o que passará a ser feita pelo Fisco

A reforma tributária, que começou a vigorar em 2026 e será implantada gradativamente até 2033, entre outras mudanças, institui a chamada apuração assistida. De forma resumida, esse mecanismo consiste no acompanhamento, pelo Fisco, em tempo real, das operações financeiras e contábeis das organizações, a fim de apurar valores de tributos a serem recolhidos. Esse recolhimento será também automatizado e em tempo real, pelo instrumento do split payment.

O mercado tem se antecipado e apresentado soluções tecnológicas para que as empresas estejam com sua gestão contábil, financeira e fiscal ‘calibrada’ até o momento em que o mecanismo se tornar obrigatório, evitando, assim, erros e possíveis sanções. Uma dessas inovações é a apuração assistida criada pela ASIS Tax Tech, como módulo de sua plataforma.

A solução integra a Plataforma Asis, especializada justamente em gestão tributária. “Criamos um módulo de apuração assistida mais funcional e fluido do que aquele a ser implantado pelo governo e que terá adesão obrigatória. “O objetivo é ajudar as empresas a se prepararem e se anteciparem diante possíveis problemas, para enxergá-los antes, e logo corrigi-los”, ressalta o CEO da ASIS, Ulisses Brondi.

A apuração assistida da ASIS já se utiliza de todo o ‘know-how’ da plataforma – inclusive dos documentos nela inseridos, mesmo aqueles utilizados para outros módulos, pois o objetivo é integrar tudo, e o cliente ter opção de manusear a plataforma como desejar. O módulo apura, em tempo real, valores tributários devidos, com base no novo regramento trazido pela reforma tributária.

A reforma, por meio de Emenda Constitucional (EC 132/2023), institui o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em substituição a PIS, Cofins, ICMS e ISS, respectivamente, tributos consolidados no sistema tributário do Brasil. A substituição será paulatina, e a apuração assistida faz com que a empresa vá incorporando as modificações que começam a ser implementadas.

Além dessa preparação às mudanças, o módulo de apuração assistida da ASIS contribui decisivamente para o compliance das organizações, pontua o CEO. “Com o módulo, nossa plataforma dá ao cliente um panorama completo e detalhado de suas informações e dados contábeis, fiscais e financeiros, identificando a origem de eventuais divergências e erros e, assim, possibilitando correções antes da apuração a ser feita pelo Fisco”.

Quando se trata de divergências e erros, nem sempre eles se referem à apuração de valores menores do que os devidos. Por vezes, uma gestão tributária ineficiente pode levar ao recolhimento de impostos além dos montantes realmente devidos. O módulo de apuração assistida próprio garante mais rapidez e precisão nesse levantamento, permitindo à empresa pleitear ressarcimento o quanto antes.

Para organizações que ainda não dispõem de infraestrutura tecnológica consolidada, não há outro caminho senão investir nessa área, ressalva o especialista. Embora o Fisco, ponderando o fato de que nem todas as regiões do Brasil contam, por exemplo, com redes consolidadas de internet, possa permitir meios alternativos, isso tende a ocorrer em casos excepcionais. 

“A recomendação geral é investir em software e ferramentas de auxílio, para o próprio benefício a médio e longo prazo”, orienta Brondi. Ele pontua que a reforma tributária acelera a necessidade de controle, muda a maneira como atualmente o imposto é calculado e registrado, impossibilitando que processos continuem a ser conduzidos de forma manual, em planilhas. “A inteligência artificial vem para ajudar a analisar grandes volumes de dados, automatizar relatórios e indicar cenários de risco”.

O CEO da ASIS acrescenta que o módulo de apuração assistida se soma a outros de sua plataforma, entre eles o denominado matriz de risco. Enquanto o primeiro foca na auditoria, monitoramento e gerenciamento de inconsistências, o segundo examina de forma minuciosa obrigações e documentos fiscais. 

A matriz de risco está desenvolvida para a consolidação de normas atuais (ICMS, IPI, PIS e Cofins), e que vai se adequar às novas regras (do IVA Dual). “As regulamentações já dispõem sobre penalidades tributárias, que começarão a valer a partir de setembro próximo”, adverte Brondi.

A solução atua avaliando riscos, fazendo cálculo de contingência, apontando dados ausentes e antevendo situações com base nos dispositivos legais do regime tributário ainda vigente, que inclusive tem variações a depender do município e do estado-sede da empresa contribuinte. “Tudo se complementa, entre essas e outras dezenas de funcionalidades”, contextualiza.

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