Prestes a completar cinco anos, a Outliers assume o posicionamento “Marketing Guiado por Humanos®” e estreia novo portal
A Outliers adotou o posicionamento “Marketing Guiado por Humanos®” e reformulou sua marca. A decisão parte de um cenário em que boa parte dos projetos de inteligência artificial não chega a funcionar dentro das empresas.Levantamento de 2025 do projeto NANDA, do MIT, aponta que 95% dessas iniciativas falham na implementação, na maioria dos casos porque a tecnologia não compreende o contexto do negócio.
Um estudo da Microsoft Research aponta na mesma direção. Segundo a pesquisa, modelos de linguagem avançados corrompem em média 25% do conteúdo de documentos em tarefas longas e delegadas, com erros que se acumulam sem serem percebidos.
O reposicionamento acontece perto do aniversário de cinco anos da agência e vem acompanhado de um novo portal, em outliers.marketing. Na operação, a Outliers segue usando inteligência artificial em análises de dados e para ganhar escala, e mantém as decisões de estratégia e criação com a equipe. O posicionamento também responde ao excesso de conteúdo genérico produzido em massa por IA, o chamado “AI slop”.
“Acompanho o mercado e vejo o tanto de IA que entrou no marketing, e o ruído que isso gera. Só que as grandes marcas já estão indo na direção contrária, resgatando a mão humana na produção. A nova intro do Apple TV+, feita à moda antiga, é um exemplo disso”, diz Roger Spalding, fundador da Outliers.
“Estratégia e criatividade que dependem de análise crítica, vivência de mercado e leitura de contexto ainda são território humano. Nenhum cliente nosso pediu, até hoje, para tirar a supervisão da equipe e deixar a IA tocando as campanhas de tráfego sozinha”, afirma o executivo.
O reposicionamento “vem para ressoar com os profissionais de marketing que não abrem mão de ter uma equipe experiente envolvida com a conta”, além disso “com nossa área comercial ganhando ritmo, projetamos crescer 40% em faturamento e temos a expectativa de dobrar a base de clientes em 2027”, afirma Roger.
O manifesto da agência afirma que entender o negócio vem antes de fazer marketing e que a criação depende de repertório e do conhecimento sobre as pessoas envolvidas, algo que uma ferramenta automatizada não substitui.

