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Imóveis

Estreito se firma como principal eixo de valorização imobiliária fora da Ilha

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Bairro concentra 53% do VGV do Continente, registra valorização acima da média da capital e consolida nova centralidade urbana em Florianópolis

O movimento de expansão urbana de Florianópolis deixou de estar concentrado exclusivamente na Ilha de Santa Catarina. Nos últimos anos, a região continental passou a assumir papel estratégico no desenvolvimento da capital — e o Estreito desponta como principal eixo dessa transformação.

Cerca de 94 mil pessoas residem na região continental de Florianópolis, sendo 9.300 no bairro Estreito, segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento populacional acompanha uma dinâmica econômica igualmente consistente.

Já um levantamento da consultoria Alphaplan, em parceria com o Sinduscon Grande Florianópolis (outubro de 2025), aponta que o Continente reúne mais de 16,5 mil empresas ativas, com forte presença de comércio e serviços. O estudo revela ainda que o Estreito concentra cerca de 53% do Valor Geral de Vendas (VGV) dos empreendimentos lançados na região continental, somando aproximadamente R$ 803 milhões.

Com mais da metade do volume financeiro imobiliário do Continente, o bairro passa a concentrar o maior fluxo de investimentos fora da Ilha, consolidando-se como principal eixo de valorização da capital nesse recorte geográfico.

Mobilidade como ativo urbano

Localizado na porta de entrada da cidade, o Estreito conecta o Continente à Ilha por meio das pontes Ponte Hercílio Luz, Ponte Colombo Salles e Ponte Pedro Ivo Campos, garantindo acesso direto ao Centro e aos principais eixos econômicos da capital.

Em um cenário urbano impactado pelo tempo de deslocamento, a mobilidade tornou-se fator decisivo na escolha de moradia — especialmente em uma cidade com limitações geográficas naturais. O Estreito reúne infraestrutura consolidada, oferta de serviços, proximidade com São José, Palhoça e Biguaçu e integração rápida com a Ilha, combinação que vem influenciando o perfil dos novos moradores.

A engenheira aposentada Maria Bernardina Borges, de 70 anos, mora no Estreito há mais de dez anos e afirma que a escolha pelo bairro foi motivada pela praticidade e pela qualidade de vida.  Segundo ela, o bairro se transformou ao longo da última década e se tornou cada vez mais procurado por quem busca conveniência no dia a dia. “Hoje é um bairro muito valorizado pela qualidade de vida que oferece. Temos praticamente tudo ao redor de casa e percebo também uma melhora significativa na qualidade do comércio e na prestação dos serviços.”

Para Maria Bernardina, a decisão de morar no Estreito se confirmou ao longo do tempo. “Não me imagino morando em outro lugar. Cada dia que passa tenho mais certeza de que fiz a escolha certa em vir morar no Estreito.”

A empresária Juliana Monteiro, de 41 anos, mora no Estreito há cerca de cinco anos e conta que a decisão de se mudar para o bairro foi motivada principalmente pela praticidade no dia a dia da família. “Decidi me mudar para o Estreito principalmente para ficar mais próxima da escola da minha filha, o que facilita muito a nossa rotina diária. Estar perto diminuiu bastante o estresse do trânsito e tornou o nosso dia a dia muito mais prático”, relata.

Para Juliana, a localização estratégica e a infraestrutura do bairro são fatores que impactam diretamente na qualidade de vida. “O Estreito oferece uma excelente qualidade de vida. É um bairro que cresce a cada dia, tem tudo por perto e fica muito próximo do Centro. Com a Beira-Mar Continental ali ao lado, ficou ainda melhor. Hoje consigo resolver praticamente tudo a pé”, afirma.

A empresária também observa que o bairro passou por um processo claro de valorização nos últimos anos. “Percebo uma valorização imobiliária evidente na região. O Estreito vem se tornando cada vez mais procurado para morar”, conclui.

Indicadores confirmam valorização

Os números de mercado acompanham essa percepção. Dados do FipeZap apontam valorização aproximada de 12,5% no valor do metro quadrado do Estreito em um período de 12 meses, desempenho superior à média da capital.

Em novembro de 2025, o preço médio anunciado de venda em Florianópolis atingiu cerca de R$ 12.647 por metro quadrado, com valorização acumulada de 8,15% nos últimos 12 meses, mantendo a cidade entre as mais caras do país. No mesmo levantamento, o Estreito figura entre os bairros mais representativos no cálculo do indicador.

Trabalho, convivência e novo perfil de moradia

A consolidação do modelo remoto e híbrido também influencia o desenho dos novos empreendimentos. Segundo o IBGE, em 2024, cerca de 6,6 milhões de brasileiros realizavam atividades profissionais no próprio domicílio — o equivalente a 7,9% dos trabalhadores ocupados no país.

Estudos da Brain Inteligência Estratégica indicam que áreas de lazer e convivência seguem entre os atributos mais valorizados pelos compradores, com destaque para academias, espaços compartilhados e ambientes multifuncionais.

Essa tendência dialoga ainda com aspectos sociais. Relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que a solidão afeta uma em cada seis pessoas no mundo, associada a impactos na saúde física e mental — reforçando a importância de projetos que favoreçam interação e senso de pertencimento.

Crescimento com identidade urbana

Para Fábio Joci Martins, diretor-presidente da Construtora e Incorporadora Cota, o Estreito simboliza essa nova centralidade da capital. “O Estreito já é um território consolidado, com identidade própria e infraestrutura completa. Nosso papel é desenvolver projetos que dialoguem com essa realidade e contribuam para um crescimento responsável”, afirma.

Segundo ele, é nesse contexto que surge o Cota 365, empreendimento da Cota no bairro, concebido para integrar mobilidade, produtividade e convivência. Com mais de 1.500 metros quadrados de áreas compartilhadas, o projeto reúne coworking, salas de reunião, lavanderia coletiva, mercado interno e espaços de lazer.

“O nome 365 traduz a ideia de um empreendimento pensado para funcionar todos os dias do ano, acompanhando os diferentes ritmos da vida contemporânea. O Estreito representa essa transformação urbana de Florianópolis. Investir aqui é investir no futuro da cidade”, explica o diretor-presidente da Cota.

Um movimento estrutural

Entre dados econômicos consistentes, valorização acima da média e infraestrutura consolidada, o Estreito deixa de ser apenas alternativa à Ilha e assume papel estrutural no desenvolvimento da capital catarinense.

Se Florianópolis busca soluções para desafios como mobilidade, adensamento equilibrado e qualidade de vida, o avanço do Continente — com protagonismo do Estreito — indica que o eixo de crescimento da cidade já não se limita às fronteiras insulares.

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