Primeira edição do Panorama do Crédito com Garantia de Imóvel, da FlowCredi, mostra ainda que a faixa etária entre 36 e 55 anos concentra 63,7% das operações
A primeira edição do Panorama do Crédito com Garantia de Imóvel no Brasil, estudo proprietário lançado pela FlowCredi para acompanhar a evolução da modalidade, revela que 32,1% das operações de CGI foram realizadas por empresários no primeiro semestre de 2026. O restante das operações são realizadas por pessoas físicas.
Segundo Bruno Gama, CEO da FlowCredi, o dado reflete uma mudança na forma como muitos empreendedores estruturam o crescimento das empresas. “Cada vez mais empresários enxergam o patrimônio imobiliário como uma forma de acessar capital com menor custo para investir no próprio negócio. Em vez de recorrer apenas às linhas tradicionais de crédito, eles utilizam o imóvel como garantia para financiar expansão, compra de equipamentos, abertura de novas unidades ou reforço do capital de giro”, afirma.
Para Gama, esse movimento acompanha um cenário em que empresários buscam alternativas para crescer preservando o caixa da empresa ao reduzir o custo financeiro das operações.
O estudo mostra ainda que o crédito com garantia de imóvel é contratado principalmente por empresários em fase de consolidação patrimonial, uma vez que a faixa entre 36 e 55 anos concentra 63,7% das operações, sendo 33,2% na faixa de 36 a 45 anos e 30,5% de 46 a 55 anos. Por outro lado, a participação é significativamente menor nos demais grupos etários: 56 a 65 anos (15,8%), 26 a 35 anos (11,6%) e 18 a 25 anos (2,1%).
Para Gama, o cenário é compatível com as características da modalidade. “É natural que a maior parte dos contratos esteja concentrada neste público que já constituiu patrimônio imobiliário de uma forma mais consolidada e passam a utilizá-lo estrategicamente para melhorar sua estrutura financeira”, argumenta.
Sul e Sudeste concentram mais de 80% das operações
O Panorama também mostra que o mercado ainda apresenta forte concentração regional. Sul e Sudeste respondem por 81,6% das operações realizadas no primeiro semestre de 2026, sendo São Paulo responsável sozinho por 48,2% do total.
Na sequência aparecem Minas Gerais (8,1%), Rio de Janeiro (6,4%), Paraná (6,4%), Santa Catarina (6,4%) e Rio Grande do Sul (5,8%). Fora desse eixo, Mato Grosso do Sul lidera a participação com 3% das operações, seguido por Goiás (2,8%), Bahia (2,8%) e Distrito Federal (1,8%).
Segundo o CEO da FlowCredi, a concentração está ligada às características do próprio mercado. “O crédito com garantia de imóvel depende tanto da existência de patrimônio quanto da liquidez desse patrimônio. Estados com imóveis mais valorizados, maior renda e maior presença das instituições financeiras tendem a concentrar mais operações. À medida que a modalidade se populariza, a expectativa é que essa distribuição se torne mais equilibrada futuramente”, conclui.

