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Fim da escala 6×1: três dicas para ganhar dinheiro e sair das dívidas

Jaime Pilnik - Créditos da foto: Divulgação

Jaime Pilnik - Créditos da foto: Divulgação

Fazer renda extra, investir na carreira e apostar na reorganização ajudam a colocar as finanças pessoais em dia sem abrir mão do descanso

O fim da escala 6×1 abre possibilidades que vão além do descanso, a perspectiva de uma jornada com dois dias livres por semana permite dedicar parte desse período à organização das finanças pessoais, ao desenvolvimento profissional e à busca por novas fontes de renda. Para a Me Poupe!, o maior ecossistema de educação financeira do país, três atitudes podem ajudar a aproveitar essa mudança para melhorar o orçamento e combater o endividamento.

Buscar renda extra a partir de habilidades que já fazem parte da rotina é a primeira sugestão. Quem gosta de cozinhar pode aceitar encomendas, enquanto pessoas com experiência em beleza, tecnologia ou pequenos reparos encontram oportunidades para prestar serviços. Antes de começar, porém, é importante avaliar os custos envolvidos, estabelecer quanto pretende ganhar e qual vai ser o destino do dinheiro. Para quem tem contas atrasadas, direcionar os ganhos ao pagamento de dívidas com juros elevados ajuda a recuperar o controle financeiro.

“Ter mais tempo disponível não significa que o trabalhador precisa preencher todas as horas livres com outra atividade profissional, mas também não se pode ignorar a renda extra com uma alternativa planejada e que permite respeitar os momentos de descanso trazendo uma ótima oportunidade de um ganho adicional. O importante é que os gastos sejam mantidos, senão de nada vai adiantar no final do mês”, explica Fernando Schmitt, CEO da Me Poupe!.

Outra possibilidade é aproveitar a folga adicional para investir em qualificação profissional e, assim, buscar melhores salários. Cursos gratuitos, formações técnicas e o aprendizado de ferramentas digitais podem ampliar as oportunidades de emprego e ajudar quem deseja conquistar uma promoção ou mudar de área. A recomendação é pesquisar quais competências são valorizadas no setor em que se pretende atuar e escolher capacitações com aplicação prática. 

Já para quem enfrenta o endividamento, a mudança na rotina pode facilitar uma tarefa frequentemente adiada: colocar as contas em ordem e negociar os valores pendentes. Para isso, o primeiro passo é listar os débitos, identificar as taxas de juros e calcular quanto do salário está comprometido. Aí é procurar os credores, avaliar propostas de desconto e estabelecer parcelas que caibam no bolso, evitando acordos que tragam novo aperto financeiro nos meses seguintes.

“Quem está endividado precisa entender que uma parcela pequena nem sempre representa um bom negócio. Antes de aceitar qualquer proposta, é necessário verificar os juros, o valor total e quanto aquele compromisso vai consumir da renda mensal. Renegociar não é apenas adiar o pagamento, mas encontrar uma condição que permita quitar a dívida sem comprometer despesas básicas, como alimentação, moradia e transporte”, orienta Nathalia Arcuri, fundadora da Me Poupe!.

As dicas atendem diferentes necessidades e não precisam ser colocadas em prática ao mesmo tempo. Independente da escolha, a recomendação é estabelecer metas possíveis e preservar os períodos de lazer e convivência familiar, para que a conquista também represente melhora na qualidade de vida.

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