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Florianópolis acelera na disputa pela formação de novos CEOs no Brasil

Créditos da foto: Divulgação

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Escola de negócios amplia presença no estado e leva para a capital formação baseada em projetos, contato com empresários e desafios reais desde o primeiro semestre

Florianópolis se consolidou como uma das principais capitais de tecnologia do país, enquanto Santa Catarina construiu uma economia marcada por empresas familiares que ganharam escala nacional e internacional . Agora, esses dois motores enfrentam um desafio em comum. De um lado, startups amadurecem e passam a exigir profissionais capazes de gerir estruturas cada vez mais complexas. De outro, companhias fundadas há décadas atravessam processos de sucessão e profissionalização da gestão. Na capital catarinense, onde a tecnologia já responde por 25% do PIB municipal e emprega mais de 45 mil pessoas, a demanda começa a se deslocar de quem cria e programa para quem decide, lidera e comanda empresas. Esse movimento também aparece nas empresas familiares. Levantamento global de 2026 projeta que a parcela de negócios familiares brasileiros administrados diretamente pelos proprietários cairá de 48% para 8% até 2035, em meio à entrada de novas gerações e à adoção de tecnologias como inteligência artificial. É nesse cruzamento entre expansão, profissionalização e sucessão que a formação em negócios ganha espaço em Florianópolis. A PIB The New College, escola de negócios criada em Santa Catarina, prepara a abertura de uma unidade na cidade voltada à formação de empreendedores, líderes e sucessores de empresas familiares.

       O problema aparece em momentos diferentes da trajetória das empresas. No ecossistema de inovação, relatórios de impacto de 2025 apontam que o Brasil reúne cerca de 3,1 mil startups, mas ainda transforma poucas delas em empresas de alto crescimento, as chamadas scale-ups. Os documentos também colocam capital humano e capacidade de escala entre os pontos que o país ainda precisa desenvolver. No universo das empresas familiares, a discussão vai além da escolha de quem ficará no comando. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, o IBGC, trata a sucessão como um processo que envolve simultaneamente família, propriedade e gestão e aponta a governança como uma das bases para organizar essa transição. A graduação em Administração da PIB foi estruturada justamente em 3 trajetórias , voltadas a quem pretende criar uma empresa, assumir um negócio familiar ou atuar na gestão de organizações. “Florianópolis reúne um forte ambiente empreendedor e uma demanda de famílias que procuram uma formação diferenciada para seus filhos. Queremos oferecer essa possibilidade aqui, conectando a educação ao mercado e preparando jovens para criar negócios, assumir empresas familiares ou ocupar posições de liderança”, afirma Mohamad Abou Wadi, fundador e CEO da PIB The New College.

       A escola abrirá em fevereiro de 2027 uma unidade no Hub Primavera, na SC-401, com 50 vagas na primeira turma da graduação em Administração, de quatro anos. A operação se soma à unidade da Praia Brava, em Itajaí, e à da Vila Olímpia, em São Paulo, enquanto a instituição também prepara sua chegada ao Rio de Janeiro. Hoje, a PIB reúne 36 sucessores em formaçã o e contabiliza 48 empresas desenvolvidas dentro de seu ecossistema. No curso, os alunos lidam desde o primeiro ano com projetos e desafios de negócios, que avançam para conteúdos de estratégia, finanças, inovação e liderança ao longo da formação. Atividades como StrategyLab e Innovation Sprints simulam decisões empresariais, enquanto no PIB Invest Day os projetos são apresentados a um conselho formado por empreendedores e profissionais do mercado. Entre os nomes que já participaram presencialmente de aulas estão Miguel Abuhab, fundador da Datasul e da Neogrid, Alphonse Voigt, cofundador do EBANX, Giuliano Donini, CEO da Marisol, e José Koch, do Grupo Koch. “A nossa ideia é que o aluno não espere terminar a graduação para começar a lidar com os desafios que vai encontrar depois dela. Ele precisa construir repertório, tomar decisões, desenvolver projetos e assumir responsabilidades durante a formação”, conclui Abou Wadi.

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