
Responsável pela gestão da Osesp, do Coro da Osesp, da Sala São Paulo e do Festival de Campos do Jordão, entre outros projetos, organização foi instituída em 2005 e atualmente é um exemplo sólido em termos de governança, eficiência e transparência.
Referência entre as Organizações Sociais de Cultura brasileiras – no que se refere a governança, eficiência, solidez institucional, transparência e compromisso com a cultura e a educação –, a Fundação Osesp completa 20 anos de atividades em 2025.
A Fundação é responsável pela gestão e pelo desenvolvimento da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, da Sala São Paulo, do Coro da Osesp, dos Coros Infantil e Juvenil da Osesp, da Academia de Música da Osesp, da Editora Osesp, do Centro de Documentação Musical “Maestro Eleazar de Carvalho”, da Estação Motiva Cultural e do Festival de Campos do Jordão, e mantém contrato de gestão com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, desde o dia 1º de novembro de 2005. Sua instituição, porém, aconteceu alguns meses antes: em 22 de junho do mesmo ano.
A organização realiza, ainda no escopo de seu contrato de gestão, ações de educação musical para crianças, jovens e adultos; promoção, capacitação e treinamento de profissionais das áreas da música e da educação; e formação de plateias, entre diversas outras atividades. Ela cumpre também com a missão de fomentar e desenvolver a música brasileira ao promover pesquisa, documentação, publicação, execução, gravação e divulgação do repertório nacional, sinfônico e de câmara.
Desde 2019, o ex-ministro, engenheiro e empresário Pedro Pullen Parente é o presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp. Ele foi precedido pelo empresário Fábio Colletti Barbosa (2013-2019) e pelo ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso – grande mentor e apoiador da criação da organização (2005-2013). Advogado, economista e músico, Marcelo Lopes ocupa o cargo de diretor executivo da Fundação desde a sua instituição, no ano de 2005.
No ano de 2024, o orçamento total para o ano da Fundação Osesp foi de R$ 139.953 milhões; deste montante, R$ 65.500 milhões foi o valor repassado à organização pelo Governo do Estado de São Paulo. Verbas provenientes de bilheteria, aluguel de espaços da Sala São Paulo, doações e patrocínios corresponderam a R$ 74.453 milhões. De acordo com o recém-lançado Painel de Dados da Lei Rouanet, uma plataforma gratuita que disponibiliza dados sobre a Lei de Incentivo à Cultura de forma interativa, a Fundação Osesp foi a segunda organização que mais captou recursos via Lei Rouanet no ano de 2024, em um total de R$ 40.900 milhões.
“Ao longo de duas décadas de atuação da Fundação Osesp, o modelo de gestão público-privado revelou-se eficaz e exemplar, assegurando à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo uma trajetória de excelência, solidez institucional e protagonismo, elevando o prestígio do Estado de São Paulo no cenário cultural brasileiro, e mesmo do Brasil no cenário internacional. É nítido o alcance desse percurso: da formação de públicos à educação musical, da valorização do repertório nacional à preservação da memória artística. Combinando planejamento, compromisso público e liberdade criativa, a Fundação Osesp reafirma, a cada temporada, a arte como força vital de transformação social e expressão da identidade do país”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp, Pedro Parente, sobre os 20 anos de atuação da organização.
“A criação da Fundação Osesp foi um marco para a nossa Orquestra e, é seguro dizer, na própria história da música sinfônica brasileira. Nestes 20 anos de atuação, consolidamos um modelo de gestão que alia excelência artística a responsabilidade institucional, o que nos permitiu ampliar fortemente o alcance da Osesp e de nossos projetos educativos e culturais. A Fundação nasceu da convicção de que arte e cultura devem ser tratadas com seriedade, visão de futuro e compromisso público – valores que seguimos cultivando diariamente”, afirma Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp desde a sua criação, em 2005.
A história da Fundação Osesp
Depois da grande proeza que foi a reestruturação da Osesp, a partir de 1997, e o nascimento da Sala São Paulo, em 1999, outro divisor de águas na trajetória da Orquestra foi a criação da Fundação Osesp, em 2005. A Fundação representou a conquista de uma situação jurídica e financeira estável que, por sua vez, permitiu implantar um modelo de gestão alinhado às melhores práticas administrativas, em termos de eficiência operacional e transparência.
As origens deste modelo de gestão remetem a 1998, quando uma lei federal criou no Brasil uma nova figura institucional, a Organização Social (OS), parceria entre o Estado e a sociedade civil que tem o objetivo de fornecer flexibilidade e agilidade na gestão de atividades públicas não exclusivas, o que é o caso dos equipamentos culturais. No mesmo ano, o Estado de São Paulo aprovou uma lei específica para regulamentar as Organizações Sociais.
Em princípio, a lei previa sua utilização na área de saúde, mas uma ação de última hora do então deputado estadual Marcos Mendonça – convocando também os músicos da Osesp a apoiá-lo no processo – inseriu as atividades culturais no âmbito da lei.
Diante dessa possibilidade, ainda em 1998 foi lançada uma campanha pela constituição de uma OS, a Associação de Amigos da Osesp, com o envio de 150 cartas-convite para personalidades dos meios artístico, empresarial e político. Um estatuto chegou a ser elaborado, mas o assunto não evoluiu naquele momento.
Com o envolvimento de grandes personalidades, lideradas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a Fundação Osesp nasceu em 22 de junho de 2005 para manter e administrar a Orquestra, financiada com recursos privados e públicos, repassados por contrato de gestão com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Os instituidores foram, além de Fernando Henrique Cardoso: Alberto Dines, Carlos Rauscher, Celso Lafer, Horácio Lafer Piva, John Neschling, José Ermírio de Moraes Neto, Luiz Schwarcz, Marcelo Lopes, Pedro Malan, Pedro Moreira Salles, Pérsio Arida e Rubens Barbosa.
Em 1º de novembro de 2005, com direção executiva de Marcelo Lopes, músico da Osesp, advogado e economista, a Fundação assumiu efetivamente a gestão e a administração da Osesp e da Sala São Paulo, com total apoio dos músicos.
O modelo que vinha sendo utilizado até então apresentava muitos empecilhos para o desenvolvimento pleno das atividades necessárias a uma orquestra de perfil internacional. Por meio de um convênio, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo transferia para a Fundação Padre Anchieta, entidade à qual a Osesp era vinculada desde os anos 1980, os recursos para financiar despesas, sobretudo os custos variáveis de programação, enquanto os custos fixos, da Orquestra e da Sala São Paulo, eram assegurados diretamente pelo governo.
Esse modelo levava a alguns impasses – para citar alguns exemplos, as receitas obtidas com a venda de ingressos e a locação de espaços não podiam ser absorvidas e reinvestidas nas atividades da Orquestra, tampouco era possível utilizar plenamente recursos advindos de leis de incentivo. A Sala São Paulo e a Osesp tinham gestões diferentes, e nem sempre com objetivos em comum. A necessidade de contratação por licitações, modelo vigente na administração direta, era incompatível com o planejamento artístico e a contratação de músicos e financiamento de turnês, o que normalmente é realizado com pelo menos três anos de antecedência. Em resumo, a governança era difusa, com os processos de decisão envolvendo muitos órgãos distintos em instituições diferentes. Com a Fundação Osesp, por sua vez, foi promovida uma completa reestruturação administrativa.
Marcelo Lopes tornou-se diretor executivo da Fundação e, junto da direção artística, se reportava diretamente ao Conselho de Administração da organização, encabeçado pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, grande mentor e apoiador de sua criação. Fernando Henrique permaneceu no cargo até 2013, tornando-se depois presidente honorário. O empresário Fábio Colletti Barbosa ocupou o cargo entre 2013 e 2019, sendo substituído pelo ex-ministro Pedro Pullen Parente.
O modelo fundacional possibilitou sobremaneira a ampliação das fontes de recursos para o custeio das atividades e dos investimentos da Orquestra. Além do contrato de gestão com a Secretaria de Cultura do Estado, a Osesp passou a contar com a possibilidade de obter doações e patrocínios via leis de incentivos fiscais ou diretamente de pessoas físicas e jurídicas, e também de explorar a locação de espaços da Sala São Paulo, tanto para eventos quanto para uso comercial de restaurante, cafés, estacionamento e loja. Pôde, ainda, permanecer com a renda da bilheteria e assinaturas, explorar a venda ou aluguel de partituras, obter royalties sobre a venda de fonogramas e licenciamento de imagem e, por fim, obter receitas financeiras e receitas do fundo de capital.
A partir de 2006, todos os músicos da Orquestra e do Coro foram contratados por regime da CLT. Também foram promovidas ações de incentivo à educação e à capacitação. Em 2013, quando Fernando Henrique Cardoso deixou a presidência do Conselho de Administração da Fundação Osesp, foi criada uma Comissão de Orientação, que se reúne anualmente e tem a responsabilidade de indicar 55% dos integrantes do Conselho de Administração.
Saiba mais sobre a Fundação Osesp no site oficial.
FUNDAÇÃO OSESP – COMPOSIÇÃO
PRESIDENTE DE HONRA
Fernando Henrique Cardoso
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Pedro Pullen Parente presidente
Stefano Bridelli vice-presidente
Ana Carla Abrão Costa
Célia Kochen Parnes
Claudia Nascimento
Luiz Lara
Marcelo Kayath
Mario Engler Pinto Junior
Mônica Waldvogel
Ney Vasconcelos
Tatyana Vasconcelos Araújo de Freitas
COMISSÃO DE NOMEAÇÃO
Fernando Henrique Cardoso presidente
Celso Lafer
Fábio Colletti Barbosa
Horacio Lafer Piva
Pedro Moreira Salles
DIRETOR EXECUTIVO
Marcelo Lopes
SUPERINTENDENTE GERAL
Fausto A. Marcucci Arruda
SUPERINTENDENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
Mariana Stanisci
