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Geração Z no radar: estratégias para conquistar o consumidor no setor de bem-estar e estética

Crédito: Freepik

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CEO da Homenz analisa mudanças e estratégias de mercado diante do novo perfil de consumo

Quem hoje dita tendências de consumo em saúde integral e cuidados estéticos já não é mais um grupo em formação. Jovens adultos entre 18 e 29 anos, criados em um ambiente digital, cresceram com acesso rápido à informação e maior consciência sobre qualidade de vida. Dados da McKinsey & Company (2023) mostram que mais de 60% desse perfil prioriza gastos ligados ao autocuidado e ao equilíbrio físico e mental, mesmo em períodos de instabilidade econômica. Já a NielsenIQ (2024) indica que autenticidade, transparência e consistência na jornada oferecida são decisivas na escolha de empresas. 

Para Luis Fernando Carvalho, CEO da Homenz, rede referência em beleza e saúde voltada ao público masculino, esse cenário exige uma mudança concreta na forma como as empresas se conectam com esse público. Segundo o executivo, esse perfil mais jovem apresenta uma relação diferente com o autocuidado quando comparado às gerações anteriores. “A estética deixou de ser vista como vaidade isolada e passou a integrar saúde, imagem profissional e autoestima. Há menos tabu e mais interesse por informação”, afirma. Observando esse movimento, ele aponta quatro estratégias para negócios do setor de saúde, beleza e autocuidado que desejam construir relevância de forma consistente.

1. Autenticidade como base da relação

Para esse consumidor, promessas exageradas e discursos genéricos geram desconfiança imediata. A expectativa é por informações claras, limites bem explicados e resultados possíveis. “Não se trata de vender transformação instantânea, mas de explicar o processo, o tempo necessário e os cuidados envolvidos”, afirma o empresário. Na prática, isso significa revisar a comunicação comercial, alinhar discurso de marketing ao atendimento e garantir que o que é apresentado nas redes sociais seja exatamente o que será entregue na experiência real.

2. Vivência integrada em todos os pontos de contato

A jornada precisa ser contínua e sem ruídos. Site, redes sociais, agendamento, atendimento e experiência presencial devem conversar entre si. “Quando cada etapa funciona de forma isolada, a confiança se perde”, explica o CEO. Empresas que mapeiam a jornada completa, reduzem etapas desnecessárias e padronizam a experiência conseguem aumentar adesão e reduzir desistências, especialmente em serviços recorrentes.

3. Educação como ferramenta de engajamento

Trazer informação deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência. “Há interesse genuíno em entender por que determinado procedimento é indicado, quais são os cuidados e quais resultados podem ser esperados. Conteúdos educativos, explicações acessíveis durante o atendimento e materiais de apoio após o serviço ajudam a reduzir a insegurança, aumentam a confiança e fortalecem o vínculo no médio e longo prazo” afirma.

4. Bem-estar incorporado ao estilo de vida

O autocuidado passou a fazer parte da rotina, não como exceção, mas como hábito. “Cuidar do corpo e da saúde é visto com a mesma naturalidade que treinar, dormir melhor ou ajustar a alimentação”, explica. Negócios que integram estética, saúde preventiva e acompanhamento contínuo conseguem se posicionar como parceiros de jornada e não apenas prestadores pontuais de serviço.

Para o CEO da Homenz, as empresas que devem avançar nos próximos anos são aquelas que entenderem que a fidelização desse público acontece pela constância. “Não é sobre campanhas isoladas, mas sobre presença contínua, coerência e acompanhamento real. Quando a empresa cresce junto ao consumidor, o vínculo se consolida”, conclui.

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