Modelos cada vez mais integrados e preditivos, apoiado por inteligência artificial, digital twins e torres de controle ganham o centro da tomada de decisões
O supply chain está entrando em uma nova fase de maturidade, em que a prioridade vai muito além de digitalizar e automatizar processos e passa a orquestrar as operações, antecipar riscos e aprimorar tomada de decisões. De acordo com o ISG Provider Lens® Supply Chain Services 2026 para o Brasil, empresas nacionais estão ampliando o uso de inteligência artificial, soluções digitais integradas e automações para aumentar eficiência e elevar a performance da cadeia de suprimentos.
O relatório aponta que a modernização deixa de ser uma iniciativa isolada e torna-se cada vez mais conectada à estratégia corporativa. Nesse sentido, as empresas precisam transformar projetos digitais em resultados concretos e essa execução exige equipes técnicas e fornecedores qualificados. Assim, o diferencial competitivo não se concentra em apenas obter a tecnologia, mas na forma como ela será aplicada para gerar valor ao negócio. A inteligência artificial já ganhou espaço justamente por ampliar essa capacidade das companhias de conectar dados, decisões e processos.
“A IA atua como uma ferramenta de coordenação nas tomadas de decisão, tornando as operações mais ágeis e adaptáveis. Esse avanço da tecnologia permite a identificação dos desafios e gargalos em diferentes cenários, facilitando o replanejamento dos processos quando necessário. Em soluções mais maduras, também podem recomendar e, em alguns casos, automatizar decisões”, afirma Sidney Nobre, distinguished analyst da TGT ISG e autor do estudo.
Outro avanço está diretamente ligado aos digital twins, que permitem criar representações digitais, modelos de simulação de processos e até mesmo de cadeias de suprimentos. Alimentados por dados operacionais e integrados ao sistema de gestão, permite que as empresas avaliem diferentes cenários e seus possíveis impactos antes da tomada de decisão. Na prática, a tecnologia amplia a capacidade de avaliar riscos e identificar alternativas.
Nobre aponta que as torres de controle também acompanham essa transformação, evoluindo de estruturas voltadas ao monitoramento para uma orquestração que pode conectar diferentes processos e áreas da cadeia de valor. “Uma torre de controle só gera valor se existir capacidade de execução. Não basta contar com uma tecnologia para integrar, é necessário contar com profissionais experientes e com conhecimento técnico para alinhar as informações geradas pela tecnologia com ações concretas para as operações”, afirma.
Neste cenário, a gestão de risco deixa de ser reativa e passa a incorporar mecanismos de antecipação. O uso de IA e monitoramento contínuo permitem identificar possíveis interrupções e reduzem seus impactos antes que comprometam diretamente a operação.
“A modernização do supply chain deixa de ser estritamente tecnológica e passa a fazer parte da estratégia de negócio. A combinação de dados, inteligência artificial, capacidade de resposta e integração cria uma operação. O resultado é uma cadeia de suprimentos que passa a se antecipar aos desafios, em vez de apenas reagir a eles “, completa o autor.
O relatório ISG Provider Lens® Supply Chain Services 2026 avalia 39 fornecedores no Brasil em três áreas de foco. A Accenture é reconhecida no quadrante de líder em todas as três áreas, enquanto outras empresas foram reconhecidas como Líderes ou Rising Stars, categoria que destaca fornecedores com portfólio promissor e alto potencial futuro. Uma versão personalizada do relatório está disponível na Accenture

