Estabilidade econômica, segurança jurídica e concentração de consumo em Santiago impulsionam o país como mercado inicial para redes brasileiras antes da expansão regional
O Chile se consolidou como um dos principais destinos para a expansão internacional de marcas e franquias brasileiras, funcionando como porta de entrada para a América Latina. Redes como Giraffas, Casa do Construtor, Emagrecentro, Best Shape, além de marcas de alimentação como Açaí JAH e Açaí Concept, já operam no país. De acordo com levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising) em parceria com a ApexBrasil, empresas brasileiras têm escolhido o Chile como primeiro mercado externo ou como etapa de validação de seus modelos de negócio antes da expansão para países como Peru, Colômbia, Equador e México, em razão de fatores como estabilidade econômica, segurança jurídica e abertura ao investimento estrangeiro.
O ambiente institucional chileno, reforçado por um ciclo político e econômico mais alinhado à liberdade econômica, tem ampliado a confiança do empresariado brasileiro em projetos de médio e longo prazo. Com regras claras, processos ágeis e elevada previsibilidade, atributos recorrentes nos rankings de facilidade para fazer negócios, o país se consolida como um mercado estratégico para franquias e operações estruturadas. Segundo Paulo C. Mauro, CEO da Global Franchise, “o Chile oferece um ambiente favorável para testar, ajustar e consolidar modelos de negócio”, já que “a previsibilidade regulatória e a maturidade do mercado permitem que marcas brasileiras validem suas operações com menor risco antes de avançar para outros países da região”.
Além disso, Santiago concentra cerca de 50% do consumo nacional chileno, o que permite uma entrada mais controlada e estratégica das marcas, com possibilidade de expansão gradual para outras regiões do país. Esse cenário transforma a capital em um mercado piloto para redes estrangeiras, especialmente brasileiras, que buscam eficiência operacional e retorno mais rápido sobre o investimento, conforme aponta o Estudo de Mercado do Chile, publicado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
Essa lógica de validação inicial em um único grande centro não se restringe ao franchising. A presença brasileira no Chile tem se ampliado também em setores como varejo, moda, tecnologia, serviços financeiros, indústria e construção, acompanhando a boa receptividade do consumidor local a produtos e conceitos inovadores associados à qualidade e à criatividade do Brasil. Um exemplo é a atuação de empresas brasileiras no segmento de serviços financeiros, como a Osten Invest, que explora modelos de crowdfunding no país, reforçando a diversificação e a maturidade desse movimento de internacionalização.
Para Victor Dacarett, porta-voz da Franquias Chile, o país se consolida como um hub regional natural para a expansão de marcas latino-americanas. “O Chile oferece um ambiente altamente previsível para quem está internacionalizando pela primeira vez. As marcas conseguem validar operação, entender o comportamento do consumidor e ajustar processos com rapidez. A partir dessa base sólida, a expansão para outros mercados da região ocorre de forma mais estruturada e com menor risco”, afirma.
A experiência demonstra que a internacionalização bem-sucedida depende de implementação profissional e presença local. Nesse contexto, o suporte de consultorias especializadas, como a Franquicias Chile e a Global Franchise, ambas integrantes da rede FCI Front Consulting International, tem sido decisivo para reduzir riscos, acelerar a entrada no mercado e maximizar oportunidades de crescimento.

