Franqueadora de vending machines projeta faturar R$ 45 milhões em 2026, aposta em tecnologia proprietária e quer captar 500 leads durante a maior feira de franquias da América Latina
O Grupo Avend participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo 2026, considerada a maior feira de franquias da América Latina, apostando no crescimento acelerado do varejo automatizado para consolidar sua expansão nacional. A empresa, especializada em vending machines e varejo autônomo, projeta faturar R$ 45 milhões em 2026 e chega ao evento com mais de 250 máquinas em operação em 16 estados brasileiros.
A estreia na feira acontece em um momento de forte expansão do franchising no país. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 300 bilhões em faturamento em 2025, com crescimento de 10,5% no período. Ao mesmo tempo, o varejo automatizado vive um avanço impulsionado pela digitalização do consumo, pela busca por conveniência e pelo crescimento do autoatendimento.
Fundada em São José do Rio Preto/SP, a Avend cresceu, em média, 20% ao mês nos últimos ciclos de expansão e pretende usar a ABF Expo como plataforma para acelerar sua presença em regiões estratégicas do país, principalmente Norte, Nordeste e interior de São Paulo e Minas Gerais.
“A ABF Expo representa um marco importante para a Avend. É o momento de apresentar a empresa ao ecossistema nacional de franchising e mostrar que o varejo automatizado deixou de ser uma tendência para se tornar uma estrutura real de crescimento dentro do varejo brasileiro”, afirma Guilherme Álvares, CEO da rede.
Durante o evento, a empresa apresentará um estande de 36m² com máquinas operando em tempo real e demonstrações do AvendOS, sistema proprietário que centraliza gestão, abastecimento, monitoramento, indicadores financeiros e leitura de dados das operações franqueadas.
A proposta da marca é reforçar um posicionamento que vai além da comercialização de equipamentos.
“A Avend não vende apenas vending machines. Nós construímos um sistema operacional completo de varejo automatizado, baseado em tecnologia, dados e suporte contínuo para o franqueado”, explica Guilherme.
Hoje, todas as máquinas da rede operam conectadas via telemetria e utilizam meios de pagamento digitais, como Pix, QR Code e cartões por aproximação. O sistema analisa padrões de consumo, identifica produtos de maior giro, horários de pico e necessidades de reposição em tempo real.
“O futuro do franchising passa por operação orientada por dados. O franqueado moderno quer previsibilidade, eficiência e capacidade de escala. A tecnologia deixou de ser diferencial e passou a ser infraestrutura obrigatória para crescimento sustentável”, diz o CEO.
A expectativa da empresa para a feira é gerar ao menos 500 leads qualificados e converter cerca de 50 novos contratos no período pós-evento. A estratégia mira principalmente empreendedores em transição de carreira, investidores interessados em renda recorrente e multifranqueados que buscam operações enxutas e escaláveis.
Outro foco da Avend durante a ABF será o avanço em cidades médias e regiões ligadas ao agronegócio — movimento que acompanha a interiorização do franchising brasileiro. Atualmente, quase 70% dos municípios do país já possuem alguma operação franqueada, segundo levantamento do setor.
“Existe uma demanda reprimida enorme por conveniência fora dos grandes centros. Hospitais, indústrias, hubs logísticos, condomínios e ambientes corporativos em cidades médias representam um mercado gigantesco para o varejo automatizado”, afirma Guilherme.
Além da expansão territorial, a empresa também apresentará na feira um novo programa voltado à escalabilidade dos franqueados a partir da segunda máquina, estruturado para acelerar operações multifranqueadas dentro da rede.
A projeção da Avend para os próximos anos é alcançar entre 2 mil e 3 mil máquinas em operação no Brasil e iniciar, futuramente, um movimento de expansão internacional para mercados latino-americanos.
“O consumidor brasileiro internalizou a lógica do autoatendimento. Ele quer rapidez, autonomia e conveniência sem fricção. Quanto mais a sociedade acelera, mais o varejo automatizado ganha relevância”, conclui Guilherme Álvares.

