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Grupo Mopi amplia uso de inteligência artificial em atividades pedagógicas e desponta em inovação educacional

Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

Escola é a primeira instituição privada de ensino básico do Brasil a adotar o tutor educacional de Inteligência Artificial Khanmigo; plataforma tem oferece jornada de aprendizagem personalizada e potencializa habilidades de alunos e professores

O Grupo Mopi, com unidades na Tijuca e no Itanhangá, é a primeira escola privada no Brasil a implementar o tutor de Inteligência Artificial (IA) Khanmigo, da Khan Academy, organização sem fins lucrativos. A aplicação amplia o uso da inovação no dia a dia de educadores e alunos dos Ensinos Fundamental II e Médio e projeta a escola na esfera da inovação educacional. O objetivo é proporcionar uma formação cada vez mais personalizada, interativa, tecnológica e centrada em habilidades essenciais para o futuro de crianças e jovens. A escolha do uso do recurso digital se propõe também a tornar a trajetória de ensino ainda mais adaptável, autônoma e motivadora, favorecendo o engajamento dos alunos nos planos de estudos.

O mergulho em inovação do grupo Mopi acompanha as preferências de boa parte dos brasileiros, para além do universo da educação.  Levantamento realizado pela Ipsos e pelo Google, divulgado em janeiro último, avaliou 21 mil pessoas em 21 países. O resultado revelou que, em 2024, o Brasil ficou acima da média global no uso de IA: 54% dos brasileiros disseram que utilizaram IA generativa – responsável pela produção de conteúdos como imagens, músicas e textos –, enquanto a média global foi de 48%.

“Somos uma das primeiras escolas privadas do Brasil a adotar o Khanmigo. A personalização do ensino já era uma realidade. Cada aluno é acompanhado de forma integral, com seu tempo, suas potências e seus desafios. E implementar esse recurso digital no dia a dia de alunos e professores ampliou ainda mais essa jornada customizada. Mais do que respostas, a inovação auxilia nas perguntas, no pensamento crítico e no prazer em aprender. Ao mesmo tempo, o Khanmigo ajuda na identificação das necessidades de aprendizado, no planejamento de metas e no reconhecimento de um papel mais ativo e consciente na construção do conhecimento, tanto para estudantes quanto para professores”, diz o diretor executivo, Vinicius Canedo.  

“Ainda em 2023, quando adotamos a IA como aliada do nosso conteúdo pedagógico, concretizamos uma iniciativa que se conecta à nossa visão de futuro. O uso dessa tecnologia no Mopi respeita as faixas etárias e o momento de cada fase do desenvolvimento. Já entendemos que não basta falar sobre inovação. É preciso ensinar sua aplicabilidade para que o aluno aprenda a usá-la com consciência, ética e propósito. O Khanmigo é educado para não dar respostas, mas sim, diagnosticar e potencializar habilidades, tornando o ensino mais atrativo”, acrescenta Vinicius.

Protagonismo

Segundo Canedo, a implementação do Khanmigo destaca que o Mopi está multiplicando oportunidades de desenvolvimento com uma intencionalidade pedagógica, numa relação com um tutor digital. O estudante pode criar uma história, simular personagens de temas e disciplinas variadas e interdisciplinares para solucionar dúvidas e questionamentos ainda mais personificados.

Projeto Vanguarda: exemplo já em prática  

O Projeto Vanguarda envolvealunos do Ensino Fundamental II e Médio, coordenadores pedagógicos e diretoria em um objetivo em comum: cocriar soluções inteligentes, singularizadas e colaborativas para desafios reais, utilizando ferramentas como ChatGPT, Khanmigo, Grok, automações e metodologias ágeis.

Outra iniciativa, desenvolvida pelos próprios alunos com o apoio da inteligência artificial, é o aplicativo Match Musical, criado para facilitar a formação de bandas. O objetivo é dar “match” entre pessoas que tocam instrumentos musicais. Cada usuário insere suas informações e, a partir disso, o app conecta perfis compatíveis para que possam montar uma banda juntos.

“Nossa visão é de uma escola que é precursora no uso da IA para melhorar a vida dos alunos, dando mais protagonismo a eles e visando ao aperfeiçoamento do processo de ensino-aprendizagem. Ao mesmo tempo, tornamos a escola mais alimentada por dados sobre a trajetória de cada estudante. Números e informações são analisados e traduzidos por professores de modo ainda mais detalhado, sendo avaliados desde pontos fracos, erros e dificuldades até habilidades e acertos, potencializando desempenhos. E tudo isso permite avaliar uma série de ângulos para que um acompanhamento personificado, mais estrutural, assertivo e estratégico”, pontua Canedo.

Realidade na rede pública de norte a sul

A adoção da IA no ensino não é uma exclusividade da rede privada. No Piauí, ainda em 2024, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu o estado como o pioneiro em todo o continente americano a implementar o ensino de IA na educação básica. A disciplina é obrigatória aos alunos do nono ano do ensino fundamental e para as três séries do ensino médio. No Paraná, a Secretaria de Educação incorporou o Khanmigo como apoio no ensino da matemática, auxiliando na resolução de exercícios, também em 2024.

“É um movimento que se expandirá ainda mais, tanto na rede particular quanto na pública. Um dos pontos interessantes e cruciais do uso IA na aprendizagem, em especial pelo uso do Khanmigo, é a avaliação imediata e detalhada. Por exemplo, observar dois alunos que alcancem a mesma pontuação não significa constatar que tenham o mesmo nível de conhecimento. Com a robusta geração de dados produzidos pela IA, temos ainda mais subsídios para analisar cada caso, considerando o que um está errando e o que o outro está acertando. Tudo com a ajuda do direcionamento dos nossos superprofessores, também guiados – e guiando – pelo Khanmigo”, destaca o diretor.

Futuro digital e, sobretudo, humanizado

O uso da IA também impulsionou a velocidade da aprendizagem, principalmente, no universo teen. No entanto, Vinicius ressalta que, apesar de o futuro ser uma realidade na esfera desse público, o uso da tecnologia necessita de estar alinhado a um aporte humanizado.

“A celeridade do ensino impulsionada pela IA é monstruosa. Hoje, a criança e ou adolescente é aluno. Mas em breve, estará no mercado de trabalho. E apesar de conhecimentos técnicos aprimorados e potencializados pela inovação, precisará fundamentalmente de habilidades socioemocionais afiadas para uma carreira de sucesso. Por isso, compreensão, aprendizado e aplicabilidade das habilidades socioemocionais – temática também prioritária no Mopi – no dia a dia são cruciais, tanto no ambiente escolar, quanto fora. Eles valem ouro para o presente e o futuro. Destaco ainda escuta empática, poder de argumentação e desenvolvimento humanizado. Tudo isso é o diferencial dele no futuro. É imprescindível ter uma escola cada vez mais tecnológica, mas sobretudo humanizada. E, a partir desse legado, transformar salas de aula em espaços para multiplicação de conhecimento e autoconhecimento para o hoje e o futuro”, conclui o diretor executivo, Vinicius Canedo. 

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