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Hackeando mentes: por que a Engenharia Social é a maior ameaça à sua segurança (e como se proteger)

Marcio Cavalcante, Gerente de Segurança da Informação e Proteção de Dados da Finch.

Marcio Cavalcante, Gerente de Segurança da Informação e Proteção de Dados da Finch.

Marcio Cavalcante, Gerente de Segurança da Informação e Proteção de Dados da Finch.

Você pode ter o firewall mais caro do mercado, senhas complexas e biometria de última geração. Nada disso importa se, com uma simples mensagem de “urgência” no WhatsApp, uma ligação telefônica ou um e-mail convincente, alguém conseguir convencer você a entregar a chave da porta da frente.
Bem-vindo ao mundo da Engenharia Social, onde o hacker não invade o sistema pela força bruta, ele “invade” a mente humana.
Diferente dos ataques que exploram falhas de software, a engenharia social é uma forma de manipulação psicológica. O objetivo é explorar a natureza humana como nossa tendência a confiar, o medo de perder algo ou o respeito à autoridade para induzir pessoas a realizar ações que beneficiem os atacantes ou a divulgar informações confidenciais.
Os especialistas em segurança são unânimes: o ser humano é frequentemente considerado o “elo mais fraco” na cadeia de segurança da informação. Enquanto as empresas investem milhões em tecnologia, criminosos investem em entender o comportamento humano.
Segundo relatórios recentes, o fator humano está envolvido em cerca de 68% das violações de dados. O motivo é simples: é muito mais fácil enganar uma pessoa para que ela entregue sua senha do que quebrar uma criptografia avançada.
As táticas mais comuns e como reconhecê-las
Os criminosos utilizam “gatilhos” mentais como urgência, curiosidade e autoridade para desligar o seu senso crítico. Aqui estão os métodos mais frequentes:

  1. Desconfie da urgência excessiva: se uma mensagem diz “Sua conta será bloqueada em 2 horas se não clicar aqui”, pare. O senso de urgência é criado para impedir que você pense racionalmente. O tempo é o maior inimigo do golpista;
  2. Verifique a identidade rigorosamente: recebeu um pedido estranho de um conhecido ou de uma instituição? Não responda pelo mesmo canal. Ligue para a pessoa ou entre em contato com a empresa por canais oficiais para confirmar a veracidade;
  3. Cuidado com o “Oversharing” (exposição exagerada): quanto mais você expõe sua rotina, cargo e conexões nas redes sociais (LinkedIn, Instagram), mais fácil fica para o golpista montar um roteiro convincente para te enganar. Informação é moeda de troca;
  4. Ative a autenticação de dois fatores (2FA): use sempre a autenticação de dois fatores em seus e-mails e redes sociais. Mesmo que o engenheiro social consiga te enganar e roubar sua senha, ele não terá o segundo código de acesso;
  5. Atenção a ofertas “boas demais”: prêmios inesperados ou oportunidades de investimento milagrosas geralmente são iscas (Quid Pro Quo). Lembre-se: se o produto é de graça, o produto pode ser você (ou seus dados).
    A segurança cibernética não é apenas um problema de TI; é uma responsabilidade de todos. Prevenir-se contra a engenharia social não exige conhecimentos técnicos avançados, mas sim uma dose saudável de ceticismo e bom senso.
    Na próxima vez que receber um e-mail urgente ou uma oferta imperdível, lembre-se: a melhor defesa contra um ataque à mente é uma mente bem
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