Com ocupação média de 69% registrada pela hotelaria brasileira em 2025, empreendimentos revisam processos para atender ao aumento do fluxo nas férias de verão, no Natal e no Réveillon
A hotelaria brasileira encerrou 2025 com taxa média de ocupação de 69%, segundo o Panorama da Hotelaria Brasileira 2026, elaborado pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e pela HotelInvest. Com o setor aquecido e a próxima temporada de verão no horizonte, hotéis, pousadas e resorts começam a preparar suas operações para receber o aumento do fluxo de hóspedes nas férias escolares, no Natal e no Réveillon.
Entre as estratégias para evitar filas e sobrecarga na recepção está a adoção de soluções de autoatendimento. A tecnologia permite que o próprio hóspede realize check-in, check-out, pagamentos e contratação de serviços adicionais com mais autonomia.
Segundo Carlos Alberto Machado de Souza, CEO da Genialtec, empresa especializada no desenvolvimento de soluções personalizadas de autoatendimento, o planejamento precisa começar antes do período de maior ocupação.
“Na alta temporada, muitos hóspedes chegam ou deixam o hotel em horários semelhantes. Quando todos os procedimentos dependem exclusivamente da recepção, tarefas simples podem gerar filas e comprometer a experiência logo na chegada ou na saída”, afirma.
Além de agilizar processos, o autoatendimento permite que os funcionários concentrem sua atenção em situações que exigem orientação, acolhimento e atendimento personalizado.
“A proposta não é substituir o contato humano. A tecnologia assume processos repetitivos para que a equipe tenha mais tempo para atender o hóspede de maneira qualificada, resolver demandas específicas e oferecer uma experiência melhor”, explica Souza.
Soluções adaptadas à operação de cada hotel
As necessidades variam de acordo com o porte, o perfil dos hóspedes e o modelo de operação de cada empreendimento. Por isso, a Genialtec desenvolve projetos personalizados a partir dos desafios apresentados por cada cliente.
As soluções podem reunir check-in, check-out, pagamentos e contratação de serviços adicionais, além de integrações com os sistemas utilizados pelo estabelecimento. As funcionalidades e a jornada são definidas conforme as demandas da operação.
“Não trabalhamos com uma solução fechada que precisa ser adaptada à força à rotina do cliente. Primeiro entendemos o problema e, a partir disso, desenvolvemos a tecnologia necessária para resolvê-lo”, destaca o CEO.
Os terminais também podem apresentar serviços como estacionamento, alimentação, extensão de diária, experiências e outras comodidades disponíveis no hotel. Dessa forma, o autoatendimento contribui tanto para a eficiência operacional quanto para a geração de novas receitas.
Implantação exige antecedência
A adoção da tecnologia pode envolver desenvolvimento, integração com sistemas, personalização das telas, testes e preparação das equipes. Deixar o projeto para o fim do ano aumenta o risco de realizar ajustes justamente durante o período de maior movimento.
“Quem deseja chegar à alta temporada com uma operação mais ágil precisa iniciar o projeto com antecedência. O ideal é que, quando o fluxo aumentar, a solução já esteja testada e incorporada à rotina do hotel”, conclui Souza.








