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Inadimplência desafia empresas e impulsiona uso de inteligência artificial na gestão financeira

Automação de processos e estratégias de engajamento financeiro ganham força, como propõe a IRecebi, fintech que aposta na tecnologia para reduzir inadimplência e otimizar operações

O aumento da inadimplência no Brasil tem pressionado empresas de diferentes setores a revisarem suas estratégias de cobrança e gestão financeira. Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, reduzir perdas e ganhar eficiência operacional deixou de ser apenas uma meta e passou a ser uma necessidade estratégica.

De acordo com especialistas do setor, um dos principais gargalos ainda está na dependência de processos manuais dentro dos times financeiros, que consomem tempo, aumentam a chance de erro e dificultam a escalabilidade das operações. Nesse contexto, a adoção de tecnologias baseadas em inteligência artificial tem ganhado espaço como solução para automatizar rotinas e melhorar a recuperação de receitas.

Para a IRecebi, fintech brasileira especializada em automação de contas a receber, o avanço tecnológico precisa ir além da eficiência operacional. “Não se trata apenas de cobrar melhor, mas de se relacionar melhor com o cliente ao longo de toda a jornada financeira”, afirma Macmilian Gonçalves, CEO da empresa.

O conceito, chamado de financial engagement, propõe uma mudança na forma como empresas lidam com seus recebíveis. Em vez de abordagens tradicionais e muitas vezes impessoais, a estratégia combina dados, automação e comunicação personalizada para aumentar o engajamento do cliente e, consequentemente, reduzir a inadimplência.

“Quando você entende o comportamento do cliente e utiliza tecnologia para se comunicar no momento certo, pelo canal certo, o resultado é uma relação mais saudável e uma taxa de recuperação significativamente maior”, explica Gonçalves.

Além de melhorar os indicadores financeiros, a automação também impacta diretamente a produtividade das equipes. Ao eliminar tarefas repetitivas, os times passam a atuar de forma mais estratégica, focando em análise, tomada de decisão e relacionamento com clientes-chave.

A tendência, segundo o executivo, é que esse modelo se consolide nos próximos anos, especialmente com o avanço da inteligência artificial aplicada ao setor financeiro. “Estamos caminhando para um ecossistema em que cada interação financeira gera valor. A tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a ser um elo entre empresas e clientes”, afirma.

Com planos de expansão para a América Latina, a IRecebi aposta na consolidação do financial engagement como um novo padrão de mercado. “Acreditamos em um futuro em que tecnologia e empatia caminham juntas para reinventar a forma como as empresas fazem negócios”, conclui o CEO.

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