
“O Brasil apresenta elevada inadimplência, com destaque para as micros e pequenas empresas, com efeito na cadeia e comprometimento na recuperação da economia”
O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) movimentou entre R$ 687 bilhões e R$ 690 bilhões em patrimônio líquido até o meio deste ano. Um salto de mais de 40% em relação ao ano anterior, com mais de 3.200 fundos ativos. O crescimento foi impulsionado tanto pela ampliação da quantidade de veículos no mercado, com crescimento de mais de 32%, quanto por captações líquidas elevadas. Nos últimos 12 meses, os FIDCs atraíram R$ 112,8 bilhões em entradas, superando investimentos tradicionais como a renda fixa. Mas o Brasil vive um cenário desafiador para as empresas: com a Selic mantida em 15% ao ano, o custo do crédito continua elevado. Ao mesmo tempo, a inadimplência corporativa atinge patamar histórico: 7,3 milhões de companhias estão negativadas, sendo a maioria micro e pequenas empresas, responsáveis por comprometer cadeias produtivas inteiras.
O impacto é sentido principalmente nos setores de serviços e comércio, os mais expostos à escassez de capital de giro. A Super Quarta reuniu as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, adicionou incerteza ao cenário, mantendo a Selic em 15%. Mesmo nesse ambiente adverso, os FIDCs diversificados têm mostrado resiliência. Ao unir diferentes cedentes e devedores em estruturas auto-liquidadas, conseguem diluir riscos e preservar a performance das carteiras. “Os FIDCs podem atuar como ferramenta de sustentação justamente porque pulverizam riscos. Mesmo em cenários de inadimplência elevada, quando o modelo é bem estruturado, o resultado segue positivo”, explica Vicente Guimarães, Diretor de Relações com Investidores do Grupo IOX.
A lógica por trás dessa robustez está na forma como o crédito é originado e monitorado. Segundo Guimarães, o Grupo IOX adota a concessão sob medida, combinando operações de curto e longo prazo, além da gestão de NPLs. “Enfatizamos o crédito personalizado, direcionado, ajustado sob medida para que as empresas possam prosperar, cocriar e expandir os seus negócios. O conceito de pulverização faz parte do grupo: distribuímos riscos entre diferentes clientes e setores para reduzir a exposição e garantir a liquidez da operação”, reforça.
Esse movimento ajuda a explicar por que os FIDCs se consolidaram como alternativa de crédito mesmo com a retração dos bancos. Estruturas diversificadas não apenas ampliam o acesso das PMEs ao funding, como também garantem previsibilidade para investidores institucionais e qualificados. No balanço, a alta da inadimplência e a pressão adicional da Super Quarta não se traduzem em colapso das carteiras, mas sim em uma demonstração de que o modelo pode sustentar empresas em tempos de instabilidade e, ao mesmo tempo, preservar a atratividade para quem aporta recursos.
Sobre o Grupo IOX
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Criado em 2005, o Grupo IOX nasceu ao identificar oportunidades no mercado de crédito brasileiro. No começo buscou pequenos negócios no Sudeste, mas a expansão foi rápida: atuação expandida para médias e grandes empresas em todo o país. Com 20 anos de mercado e mais de R$ 22 bilhões investidos, o Grupo IOX atua como parceiro estratégico de empresas e investidores. Especialistas em crédito, oferecem soluções sob medida para empresas e retornos atrativos com risco ajustado para investidores.








