Ícone do site Economia S/A

Influenciadores deixam a publicidade de lado e investem em marcas próprias

Cada vez mais influenciadores estão deixando de depender exclusivamente da publicidade para apostar em marcas e produtos próprios. A estratégia acompanha a evolução da creator economy, em que criadores de conteúdo buscam transformar sua audiência em negócios sustentáveis e de longo prazo.

Segundo Danilo Martins, CEO da Kreax Creative & Technology, empresa responsável pelo desenvolvimento de marcas e produtos de influenciadores como Jojo Todynho, Agustin Fernandez e Karina Bacchi, o movimento reflete uma mudança de mentalidade no mercado digital.
“Quando o influenciador cria uma marca própria, ele deixa de construir valor apenas para outras empresas e passa a construir um patrimônio. As plataformas mudam, os algoritmos mudam, mas uma marca bem estruturada continua existindo”, afirma.

Para o especialista, o sucesso de uma marca não está diretamente relacionado ao número de seguidores, mas à conexão genuína com o público.
“O maior erro é acreditar que uma audiência grande garante vendas. O consumidor percebe quando o influenciador apenas empresta sua imagem e quando realmente participa da construção do produto. Hoje, as pessoas compram muito mais do que um item; elas compram a história e a credibilidade de quem está por trás da marca”, explica.

Danilo destaca que a autenticidade se tornou um dos principais ativos para quem deseja empreender no ambiente digital.
“Antes de desenvolver qualquer produto, buscamos entender as necessidades da comunidade daquele criador. Quando existe coerência entre a trajetória do influenciador e o que está sendo oferecido, a marca nasce muito mais forte. Autenticidade não se cria em uma campanha de marketing; ela precisa estar presente desde a concepção do negócio.”

Na avaliação do executivo, o futuro da creator economy passa pela consolidação dos influenciadores como empresários.
“Estamos entrando em uma nova fase, em que os criadores deixam de ser apenas influenciadores para construir empresas capazes de sobreviverindependentemente da exposição constante do fundador. Esse é o próximo grande movimento do mercado”, conclui.

Danilo Martins

Sair da versão mobile