Evento acontece no dia 12 de novembro em São Paulo e deve reunir cerca de 2500 profissionais da área de finanças de todo o Brasil
O futuro do sistema financeiro será aberto, interoperável e orientado por dados. Essa é a premissa do CMS Financial Innovation Brasil 2025, que acontece no dia 12 de novembro, no Arca, em São Paulo. Em sua 21ª edição, o evento se consolida como o principal encontro de crédito, risco e tecnologia da América Latina, reunindo 2.500 executivos para discutir os rumos da inovação financeira.
A proposta do evento é explorar como a lógica dos sistemas financeiros está sendo redesenhada por tecnologias emergentes e novos modelos de negócio. O conceito de “Inteligência Open” guia os debates sobre:
- Governança em ecossistemas abertos
- Decisão de crédito baseada em dados
- Análise de risco com IA
- Embedded finance e super apps
- Tokenização e interoperabilidade
- Hiperpersonalização na jornada do consumidor
A keynote de abertura será conduzida por Chieko Aoki, fundadora da Blue Tree Hotels. Reconhecida por sua liderança global e visão sobre hospitalidade e cultura organizacional, Aoki trará reflexões sobre como experiência e relacionamento humano se tornam ativos estratégicos para instituições financeiras.
O evento será dividido em duas grandes áreas:
Arena CMS (3 palcos paralelos), com painéis estratégicos com líderes do setor e discussões sobre crédito, risco e inovação; e
Solutions Showcase (2 palcos paralelos), com demonstrações de tecnologias aplicadas e cases e provas de valor de soluções já em operação.
Curadoria voltada para impacto real
Camila Boueri, diretora comercial da CMS, destaca que a curadoria busca refletir os dilemas reais do setor: “Queremos que os executivos encontrem aqui não apenas discussões inspiradoras, mas também respostas práticas para os desafios que vivem no dia a dia.”
O CMS FI 2025 espera receber 2.500 executivos, entre C-levels, diretores e especialistas, além de profissionais com atuação decisória em crédito, cobrança, risco e tecnologia.
Entre os patrocinadores estão as principais datatechs do Brasil, como TransUnion, Serasa Experian, SPC Brasil, Equifax, Neurotech/B3 e Assertiva, além de marcas líderes em atendimento, recuperação de crédito e tecnologia aplicada ao setor financeiro.
As inscrições podem ser feitas pelo site: cmseventos.com/evento/fi-brasil
Confira mais sobre os detalhes do CMS Financial Innovation Brasil 2025 nesta entrevista com Camila Boueri, diretora comercial da CMS e coordenadora do evento:
Quais são os maiores desafios para a implantação efetiva da Inteligência Open no Brasil?
Camila Boueri: O grande desafio está em transformar teoria em prática. Já temos a fonte de dados, temos tecnologia, mas precisamos de interoperabilidade real, confiança no modelo e uma mudança cultural para escalar soluções que saiam do estágio beta e impactem o mercado.
Como as fintechs podem colaborar com bancos tradicionais para fomentar inovação e inclusão financeira?
Camila Boueri: Fazendo o que elas fazem de melhor e que já vem no DNA: aplicando velocidade de soluções, enquanto bancos oferecem capilaridade. A equação perfeita: inovação aplicada, compliance sólido e, principalmente, inclusão financeira com escala.
De que forma a inteligência artificial e o machine learning estão transformando modelos de crédito e análise de risco?
Camila Boueri: Estamos vivendo o futuro com muito mais rapidez. Isso é fato. E estamos projetando esse futuro mais instantâneo por meio de decisões mais dinâmicas, em tempo real, com monitoramento constante e mais inteligência preditiva, que é o grande avanço na forma de avaliar risco e conceder crédito.
Como garantir a segurança de dados e privacidade do consumidor em ecossistemas financeiros integrados?
Camila Boueri: Segurança hoje é sinônimo de empoderamento. Ou seja, da poder ao consumidor por meio de consentimento granular, criptografia ponta a ponta e auditoria contínua. Essas são a base de um ecossistema integrado e confiável.
Qual é o papel do ESG (ambiental, social e governança) na inovação do setor financeiro?
Camila Boueri: Finalmente, ESG deixou de ser um discurso e passou a se incorporar nas estratégias de negócio. Ele influencia diretamente em crédito, risco e governança. Inovação responsável é o que licencia as empresas a crescer em escala.
Quais são os casos de uso mais avançados de “data analytics” e “big data” que estão impulsionando ganhos operacionais no setor financeiro?
Camila Boueri: Já vemos cobrança preditiva, prevenção de fraude com análise de grafos e personalização de ofertas em tempo real. São ganhos operacionais claros, que já mostram resultado no mercado.
Como melhorar a experiência do cliente (CX) no ambiente digital financeiro e quais métricas são mais relevantes?
Camila Boueri: O cliente quer simplicidade e personalização responsável (nada de robozinho do celular escutando “atrás da porta”). Métricas como churn evitado, NPS transacional e taxa de resolução no primeiro contato mostrar se estamos de fato entregando valor.
Que inovações tecnológicas estão surgindo nos sistemas de pagamentos e quais os impactos esperados?
Camila Boueri: Pix evolui para recorrência, tokenização traz segurança, e pagamentos invisíveis tornam-se padrão. O impacto disso é a redução de custo, mais conveniência e um mercado muito mais competitivo. Ganham todos.
Como as seguradoras e insurtechs estão se adaptando dentro da revolução fintech?
Camila Boueri: Elas estão deixando de ser apenas distribuidoras de apólices para se tornarem plataformas de dados e serviços. Produtos embutidos e sinistros inteligentes já mudam a experiência do cliente, encurtam distâncias e potencializam a esteira.
De que modo os modelos de negócio financeiros sustentáveis (ex: bancos digitais, empréstimos alternativos) podem escalar mantendo rentabilidade?
Camila Boueri: Escalar exige disciplina. Nicho bem definido, eficiência de capital e automação de processos garantem que a rentabilidade não se perca no crescimento.

