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Inventário pode travar uma empresa? Como evitar que a sucessão paralise os negócios

Divulgação/Magnific

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Advogada especialista em planejamento patrimonial explica quais problemas podem impedir uma empresa de continuar ativa nesse período

A falta de planejamento sucessório pode paralisar e até comprometer a continuidade de uma empresa familiar. Sem a devida organização, a morte do dono ou sócio faz com que sua participação entre  em inventário, o que pode dificultar a movimentação de contas, travar decisões estratégicas e gerar conflitos entre herdeiros e sócios. O cenário também pode favorecer a entrada de pessoas despreparadas na gestão e até a perda de valor da empresa.

Segundo a advogada Jayne Aranda Campos, especialista em inventário, herança e planejamento patrimonial, no Brasil, a resolução de um inventário pode levar anos, e o impacto em empresas familiares é mais comum do que se imagina. “Na prática, os impactos aparecem rápido e em cascata. Os herdeiros, que muitas vezes não conhecem o negócio e nem sempre concordam entre si, passam a interferir na gestão. A empresa perde velocidade, perde clientes, perde oportunidades de mercado. Em casos extremos, quebra antes de qualquer acordo ser fechado”.

Para evitar esse tipo de problema, existem instrumentos jurídicos que ajudam a organizar a sucessão ainda em vida. Uma delas é a holding familiar, que permite organizar quem controla o quê ainda em vida, sem depender do inventário para fazer a transição. Há, ainda, outras opções como acordos entre sócios, que estabelecem regras claras para o caso de morte ou saída e doações antecipadas, que garantem que o patrimônio já esteja no nome certo quando o momento chegar. No entanto, é a combinação correta de fatores para cada caso que gera a proteção.

De acordo com a advogada, não existe momento certo para começar o planejamento, mas o ideal é realizá-lo antes de ser necessário. “Um planejamento bem feito envolve separar o patrimônio pessoal do empresarial, estabelecer regras claras de gestão e alinhar a família antes que o conflito apareça. Sucessão é estratégia empresarial e não assunto de velório. Quem trata como tabu paga o preço, geralmente com juros”, finaliza.

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