Data movimentou R$ 1,9 bilhão em 2025 e exige preparo operacional em um varejo cada vez mais multicanal
De fones de ouvido a carregadores portáteis e capinhas, itens eletrônicos, ao lado de roupas, calçados, acessórios e produtos de beleza e autocuidado, impulsionam as vendas para o Dia das Mães, segundo levantamento das plataformas Tray e Bling, da LWSA.
A data é uma das mais relevantes para empreendedores por concentrar alto fluxo de consumidores no físico e no online. Em 2025, as vendas cresceram 9,2%, somando R$1,9 bilhão, entre abril e maio, nas plataformas do grupo, que incluem lojas próprias e marketplaces.
Segundo Marcelo Navarini, diretor do Bling, o cenário deste ano é ainda mais digital e multicanal, com lojistas operando simultaneamente lojas físicas, e-commerce, marketplaces e redes sociais como TikTok Shop e Instagram. “Com plataformas de e-commerce, é possível centralizar a operação, automatizar processos e acompanhar vendas e estoque em tempo real, reduzindo rupturas e inconsistências”, afirma. “Essa coordenação evita erros como a venda de produtos indisponíveis, o que impacta diretamente a experiência e a reputação do negócio.”
Lojistas iniciantes podem apostar na data
Para Thiago Mazeto, diretor da Tray, o Dia das Mães também representa uma oportunidade para quem está começando no e-commerce ou busca ganhar tração. “É um período de alta intenção de compra e pode destravar as primeiras vendas online. O importante é ter uma oferta clara, apostar em kits e promoções e escolher os canais mais aderentes ao público”, orienta.
A adaptação por canal é determinante para a conversão. “Cada ambiente tem uma dinâmica própria, o consumidor se comporta de forma diferente no marketplace e na loja própria. Ajustar preço, comunicação e sortimento aumenta as chances de conversão”, afirma.
Marketplaces lideram preferência
Dados do CX Trends 2026, da Octadesk em parceria com o Opinion Box, mostram que marketplaces lideram como canal de compra, com 76% da preferência dos consumidores. Na sequência aparecem lojas online (73%) e físicas (69%), indicando uma jornada cada vez mais híbrida. Por outro lado, frete alto (65%) e preços elevados (56%) seguem entre os principais motivos de abandono de carrinho. “O problema não é só oferta, mas experiência, ainda mais em uma data emocional. As empresas precisam garantir uma jornada fluida do início ao checkout”, afirma Paola Dias, diretora de Negócios da Octadesk.

